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Fihama (João Pedro Mask)


“Quando ela volta a me olhar, me reconheço no brilho dos seus olhos — como se existisse algo que ela domina também em mim. Não quero e não posso recuar. Eu a encaro, e percebo o cenário que faz pano de fundo às suas costas… Estátuas de pedra.”

As sereias são criaturas mágicas que habitam o imaginário humano desde tempos remotos. Histórias e lendas sobre elas estão presentes na cultura de diversos povos, do oriente ao ocidente. Fihama, do autor João Pedro Mask é uma história que nos leva a um mergulho nesse universo de encantamento que cerca as sereias.

A trama conta a história de Fihama, uma jovem que vive com sua família em uma aldeia isolada no Amazonas. Um dia uma catástrofe acontece em sua aldeia e a partir daí a vida de Fihama toma um rumo inesperado e ela inicia uma jornada de autoconhecimento que poderá levá-la a um caminho sem volta.

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O Oceano no Fim do Caminho (Neil Gaiman)

Olá Bibliófilos !

 

Minha primeira leitura de Neil Gaiman foi Lugar Nenhum, já resenhada aqui no blog, e desde então eu me apaixonei pelo autor. Gaiman transita muito bem por diferentes gêneros como quadrinhos, fantasia e histórias mais sombrias, mas seus textos tem sempre aquele toque mágico inconfundível.

 

Em O Oceano no Fim do Caminho o autor toca em um tema caro a todos nós: a infância e em como nessa fase da vida a fantasia e a realidade estão sempre interligadas.

 

“As memórias de infância às vezes são encobertas e obscurecidas pelo que vem depois, como brinquedos antigos esquecidos no fundo do armário abarrotado de um adulto, mas nunca se perdem por completo”. (pág. 14)

 

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“Em minha ingenuidade, cheguei a pensar que a distância, no espaço e no tempo, apagaria a marca do passado, mas nada pode mudar nossos passos perdidos.”

 

O Palácio da Meia-Noite é o segundo livro do autor espanhol Carlos Ruiz Zafón e faz parte da Trilogia da Névoa, composto ainda por O Príncipe da Névoa e As Luzes de Setembro. Apesar dos três volumes serem agrupados em uma trilogia, os livros são totalmente independentes, com personagens e cenários distintos, portanto podem ser lidos em qualquer ordem. O único elemento que as tramas tem em comum é a temática sobrenatural que Zafón sabe imprimir tão bem em suas obras.

 

Nesta trama o autor troca a velha Barcelona – cenário da maioria de seus livros – por Calcutá, na Índia, o que traz um tempero a mais para a narração, pois os cenários e paisagens exóticas da cidade indiana são muito interessantes e o autor é muito bom em inserir o local onde suas tramas se passam no contexto da história, quase como um personagem da trama.

 

“Os lugares que abrigam a tristeza e a miséria são o lar predileto das histórias de fantasmas e aparições. Calcutá guarda em seu rosto obscuro centenas dessas histórias, que, embora ninguém tenha coragem de confessar que acredita, sobrevivem na memória de gerações.”

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“Como você poderia medir um sentimento por alguém se não tem lembranças sobre ele?”

 

O que seria de nós sem as nossas lembranças? O esquecimento do passado afetaria nosso comportamento no presente? Nossos sentimentos permaneceriam os mesmos se nós simplesmente esquecêssemos todas as coisas, tanto as boas como as ruins, que nos aconteceram?

Essas perguntas me acompanharam durante toda a leitura de O gigante enterrado e é justamente essa reflexão que o autor nos convida a fazer através de sua obra. Kazuo Ishiguro – que acabou de ganhar o Nobel de Literatura 2017 – nos transporta a uma Grã-Bretanha medieval marcada por guerras entre bretões e saxões e povoada por cavaleiros remanescentes da época do rei Arthur, guerreiros valentes, ogros agressivos e uma dragoa que aterroriza a população.

Somado a tudo isso temos ainda uma maldição antiga, sob a forma de uma névoa, que provoca o esquecimento do passado em todos os habitantes do lugar. As pessoas esquecem coisas que acabaram de acontecer e tampouco lembram-se de seus passados. É como se todos vivessem apenas no presente, com poucas lembranças, que vez ou outra passam como flashes em suas mentes, para logo serem esquecidas.

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[RESENHA] Sonho Febril (George R. R. Martin)

“York levantou a cabeça, e os dois olhares se cruzaram. Até cumprir o resto de seus dias, Abner Marsh relembraria aquele momento, aquela primeira vez em que olhou dentro dos olhos de Joshua York.” (p.8)

 

O mito do vampiro existe em muitas culturas, das mais variadas civilizações. Lendas sobre criaturas imortais, que vagueiam na escuridão da noite à procura de vítimas para aplacar sua sede de sangue estão presentes no imaginário popular e reflete-se também na literatura.

Quem nunca ouviu falar do famoso Conde Drácula, retratado por Bram Stoker, do sedutor Lestat, criado por Anne Rice chegando até aos representantes mais recentes como Edward Cullen, da saga Crepúsculo ou Damon e Stefan, os charmosos irmãos Salvatore da série Diários de um Vampiro?

Pois esqueça tudo o que você já viu, leu ou ouviu falar sobre vampiros. Ao escrever Sonho Febril, o autor George R. R. Martin consegue uma proeza e tanto: desconstruir o mito do vampiro para criar algo diferente de tudo o que você já viu. Prontos para mergulhar nesse universo tão singular criado por Martin? Continue lendo

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