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Fihama (João Pedro Mask)


“Quando ela volta a me olhar, me reconheço no brilho dos seus olhos — como se existisse algo que ela domina também em mim. Não quero e não posso recuar. Eu a encaro, e percebo o cenário que faz pano de fundo às suas costas… Estátuas de pedra.”

As sereias são criaturas mágicas que habitam o imaginário humano desde tempos remotos. Histórias e lendas sobre elas estão presentes na cultura de diversos povos, do oriente ao ocidente. Fihama, do autor João Pedro Mask é uma história que nos leva a um mergulho nesse universo de encantamento que cerca as sereias.

A trama conta a história de Fihama, uma jovem que vive com sua família em uma aldeia isolada no Amazonas. Um dia uma catástrofe acontece em sua aldeia e a partir daí a vida de Fihama toma um rumo inesperado e ela inicia uma jornada de autoconhecimento que poderá levá-la a um caminho sem volta.

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O Oceano no Fim do Caminho (Neil Gaiman)

Olá Bibliófilos !

 

Minha primeira leitura de Neil Gaiman foi Lugar Nenhum, já resenhada aqui no blog, e desde então eu me apaixonei pelo autor. Gaiman transita muito bem por diferentes gêneros como quadrinhos, fantasia e histórias mais sombrias, mas seus textos tem sempre aquele toque mágico inconfundível.

 

Em O Oceano no Fim do Caminho o autor toca em um tema caro a todos nós: a infância e em como nessa fase da vida a fantasia e a realidade estão sempre interligadas.

 

“As memórias de infância às vezes são encobertas e obscurecidas pelo que vem depois, como brinquedos antigos esquecidos no fundo do armário abarrotado de um adulto, mas nunca se perdem por completo”. (pág. 14)

 

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“A outra parte da livraria fica empilhada em cima e atrás de tudo isso, nas prateleiras com escadas altíssimas, e contém volumes, que, pelo menos segundo o Google, não existem. Pode confiar em mim. Eu procurei. Muitos têm aparência de antiguidades – com couro rachado, títulos folheados a ouro -, mas outros são recém-encadernados com capas novinhas. Então, não têm nada de antigos. Eles são apenas…especiais.”

 

A trama de A livraria 24 horas do Mr. Penumbra, de Robin Sloan, nos conta a história de Clay Jonnes, um web-designer que perde o emprego e após um período sem conseguir outra colocação em sua área, resolve sair pelas ruas de São Francisco a procura de qualquer vaga disponível. Após muita peregrinação ele se depara com um anúncio de “Procura-se Atendente” em uma livraria 24 horas. Clay é contratado e começa a trabalhar no turno da noite, mas ele logo percebe que aquela não é uma livraria comum: pouquíssimo movimento, clientes estranhos, regras que não podem ser quebradas, livros dos quais ele não deve se aproximar, e vários outros mistérios.Continue lendo

[RESENHA] Sorrisos Quebrados – Sofia Silva

“Eu acredito que sou um quadro abandonado por alguém que nunca desejou ser pintor. Alguém que me pegou quando eu era uma tela branca e, em vez de me pintar com a suavidade dos pincéis, me feriu com o lado pontiagudo. Perfurou vezes sem conta até eu ser um buraco grande em vez de uma obra de arte.”

 

A cena que abre o livro Sorrisos Quebrados já é um soco no estômago. Logo de cara o leitor é colocado frente a frente com uma mulher em desespero. Paola descreve o momento que acredita ser o da sua morte. O sentimento de agonia, impotência e finalmente a entrega ao inevitável fim. Paola não morre, mas naquela noite seu corpo e sua alma foram marcados para sempre. Paola está quebrada.

Uma sensação de agridoce me acompanhou por toda a leitura de Sorrisos Quebrados, da portuguesa Sofia Silva, pois  é um livro que causa impacto e ternura ao mesmo tempo. A escrita da autora é cativante e poética, tanto que a cada página lida tinha que marcar uma citação, pois suas frases são incríveis. Frases curtas que querem dizer muito.Continue lendo

Perdão, senhor! Pela afronta… pela dúvida… preciso saber. Ser o quê? Grandes coisas não me esperam deus. Ou a morte ou a vergonha eterna. Tua palavra restringiu minhas ações, teus fiéis romperam minha inocência, tua existência arrancou meu livre-arbítrio, teu sacrifício, cordeiro, redimiu meus pecados (pg. 43)

 

Se o seu intuito é ler este livro porque deseja ver cenas de pornografia, sinto muito. Você tem duas opções, mude o seu foco ou abandone a leitura.
Sim, as memórias desse pastor contam sim com cenas de sexo, mas o foco central é outro, a história vai muito além disso.

Ao ler “Ovelha: memórias de um pastor gay” não me senti chocada com o que li, mas sim pensativa. E acredito que pela forma que o autor Gustavo Magnani escreveu, a sua intenção era justamente essa, nos fazer pensar através de uma história bem realista.

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