[RESENHA] Fahrenheit 451 (Ray Bradbury)

 

– Você nunca lê nenhum dos livros que queima?
– Não, isso é contra a lei!
– Aha, é claro. Mas é verdade que antigamente os bombeiros apagavam incêndios em lugar de começá-los?

 

Tente imaginar um mundo em que os livros sejam considerados uma ameaça ao sistema e portanto absolutamente proibidos. Para exterminá-los, basta chamar os bombeiros – profissionais que antes se dedicavam à extinção de incêndios, mas que agora são os responsáveis pela manutenção da ordem, queimando livros e impedindo que o conhecimento se dissemine entre a sociedade como uma praga. Esse é o universo distópico criado pelo escritor norte-americano Ray Bradbury (1920-2012) em uma das mais belas e conhecidas obras de ficção científica.

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[RESENHA] Lugar Nenhum (Neil Gaiman)

“- Meu jovem, você precisa entender uma coisa. Existem duas Londres: a Londres de Cima – onde você morava – e a Londres de Baixo – o submundo – habitada pelas pessoas que caíram pelas fissuras do mundo. Agora você é uma delas.”

 

Lugar Nenhum foi meu primeiro contato com o escritor Neil Gaiman e foi amor à primeira lida ! Este é um dos primeiros romance do autor, talvez por isso não seja tão conhecido. Uma curiosidade que descobri pesquisando é que Lugar Nenhum foi lançado inicialmente como uma minissérie para a TV britânica e posteriormente, Gaiman resolveu escrever a história em forma de romance.

Na trama, Richard é um jovem escocês que vai morar em Londres em busca de oportunidades melhores, lá ele consegue um emprego, uma linda noiva e um amigo para todas as horas. Richard é um jovem normal com um futuro promissor, mas em uma determinada noite sua vida vira de cabeça para baixo, literalmente. Ao socorrer uma estranha jovem na rua algo inusitado e surreal acontece, Richard começa a ficar invisível, não no sentido literal, mas as pessoas que ele conhece passam a simplesmente não enxergá-lo, é como se ele tivesse deixado de existir.

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Olá Terrófilos!!!

 

É impossível falar do livro, sem trazer o que o gerou. Ou seja, o filme “A Noite dos Mortos Vivos”, que nada mais é do que um clássico do gênero terror. Considerado um grande sucesso depois da sua estreia no cinema americano, em 1968. A produção desse primeiro filme, realizado com baixo orçamento, faturou milhões dentro e fora do EUA, se tornando referência dos clássicos terror cult. Foi considerado um divisor de águas do gênero, e causou um certo alvoroço na época, tendo sua exibição quase impossibilitada de acontecer, por conter cenas consideradas explícitas de violência e morte. Segundo o autor da obra, John Russo, a inspiração do roteiro surgiu de clássicos pelos quais era fã, como Drácula, Frankenstein e Lobisomem, mas principalmente por estar cansado de ver filmes que considerava ruins, e que o deixavam frustrado, porque os monstros nunca apareciam por completo, e as cenas que deveriam ser as mais horripilantes, eram cortadas.  

O livro está divido em duas partes, “A noite dos mortos vivos” e “A volta dos mortos vivos”. A primeira inicia com dois irmãos, Johnny e Bárbara, que no filme são interpretados por Russel W. Streiner, sendo ele um dos produtores, e pela atriz Judith O’Dea, que partem de carro a caminho da região rural da Pensilvânia, com o intuito de chegarem ao cemitério local e visitarem a sepultura do pai, falecido já há alguns anos. Por se perderem durante o caminho, eles chegam ao destino já no começo da noite, e é dentro deste cenário clássico de terror, que o leitor tem o contato inicial com um morto vivo. A cena é bem previsível logo nas primeiras páginas, e funciona mais como um ponto para o desenrolar do enredo.   

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[RESENHA] A diaba e sua filha (Marie Ndiaye)

“Uma diaba ia de casa em casa e perguntava: – Onde está minha filha? Não a encontro. Vocês viram minha filha?” (pag.5)

Olá Bibliófilos!

Hoje vou falar de um livro que me deixou um tanto intrigada. O que me chamou a atenção, num primeiro momento foi a capa, que é linda demais, em seguida o título que a princípio me pareceu indicar uma história de terror. Mas ao ler a sinopse qual não foi minha surpresa ao constatar que se tratava de um livro infantil!

A diaba e sua filha é um livro bem curtinho, na verdade um conto, escrito pela autora francesa Marie Ndiayne e publicado pela editora CosacNaify, o que explica todo o capricho da edição. o livro tem muitas ilustrações que permeiam a história e se misturam a narrativa. A edição traz ainda uma belo prefácio do escritor Mia Couto.Continue lendo

[RESENHA] Demonologista (Andrew Pyper)

O poder demoníaco procede não do mal. Mas do conhecimento das coisas.

 

Olá Terrófilos…

Até onde você iria, para tentar salvar alguém que ama? Iria ao inferno se fosse necessário?

Pela sua filha, David chegou muito perto…

 

Ouvi muitas críticas em relação a esse livro. Muitas boas, outras nem tanto. Tive a impressão de que o título “O Demonologista” levou a mente de muitos leitores imaginar que a história se tratava de uma série de exorcismos, ou algo que remetesse a brigas com demônios, meio que parecido com John Constantine, mas é totalmente diferente.

Comecei a leitura sem grandes expectativas, para evitar frustrações, mas o que aconteceu a partir de cada linha lida, foi que me tornei prisioneira da história. Prisioneira, não de uma forma ruim, mas daquele jeito que você se envolve tanto com o enredo, que não consegue desgrudar do livro a fim de saber o final da história.

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