“Em minha ingenuidade, cheguei a pensar que a distância, no espaço e no tempo, apagaria a marca do passado, mas nada pode mudar nossos passos perdidos.”

 

O Palácio da Meia-Noite é o segundo livro do autor espanhol Carlos Ruiz Zafón e faz parte da Trilogia da Névoa, composto ainda por O Príncipe da Névoa e As Luzes de Setembro. Apesar dos três volumes serem agrupados em uma trilogia, os livros são totalmente independentes, com personagens e cenários distintos, portanto podem ser lidos em qualquer ordem. O único elemento que as tramas tem em comum é a temática sobrenatural que Zafón sabe imprimir tão bem em suas obras.

 

Nesta trama o autor troca a velha Barcelona – cenário da maioria de seus livros – por Calcutá, na Índia, o que traz um tempero a mais para a narração, pois os cenários e paisagens exóticas da cidade indiana são muito interessantes e o autor é muito bom em inserir o local onde suas tramas se passam no contexto da história, quase como um personagem da trama.

 

“Os lugares que abrigam a tristeza e a miséria são o lar predileto das histórias de fantasmas e aparições. Calcutá guarda em seu rosto obscuro centenas dessas histórias, que, embora ninguém tenha coragem de confessar que acredita, sobrevivem na memória de gerações.”

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“E foi assim que começou a famosa Lista Negra: como uma piada. Uma forma de descarregar a frustração. No entanto, ela acabou se transformando em algo que eu nem imaginava” (pag. 85)

 

Bullying, palavra tão presente nos dias de hoje. Ouvimos sobre o assunto na TV, lemos sobre isso nos jornais, ouvimos casos e relatos reais o tempo todo. A palavra está sempre associada a sofrimento e não raro a tragédias.

 

O bullying é um assunto indigesto, mas que precisa ser falado, discutido, tratado. E é isso que a autora Jennifer Brown faz nas páginas de seu livro A Lista Negra. Fala do bullying e de como sua prática pode destruir pessoas e vidas, inserindo um tema tão dramático e com carga psicológica tão forte em uma narrativa juvenil.Continue lendo

[RESENHA] Demonologista (Andrew Pyper)

O poder demoníaco procede não do mal. Mas do conhecimento das coisas.

 

Olá Terrófilos…

Até onde você iria, para tentar salvar alguém que ama? Iria ao inferno se fosse necessário?

Pela sua filha, David chegou muito perto…

 

Ouvi muitas críticas em relação a esse livro. Muitas boas, outras nem tanto. Tive a impressão de que o título “O Demonologista” levou a mente de muitos leitores imaginar que a história se tratava de uma série de exorcismos, ou algo que remetesse a brigas com demônios, meio que parecido com John Constantine, mas é totalmente diferente.

Comecei a leitura sem grandes expectativas, para evitar frustrações, mas o que aconteceu a partir de cada linha lida, foi que me tornei prisioneira da história. Prisioneira, não de uma forma ruim, mas daquele jeito que você se envolve tanto com o enredo, que não consegue desgrudar do livro a fim de saber o final da história.

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