Olá Bibliófilos!

 

Há quem diga que o primeiro parágrafo de um livro é até mais importante que o seu final. É ele quem vai atrair a atenção do leitor e aguçar sua curiosidade para que continue a leitura. Eu diria que um bom primeiro parágrafo faz o leitor devorar a primeira página, e depois a segunda e por aí vai. Pronto: o leitor foi fisgado! Alguns autores são muito bons em construir primeiros parágrafos impactantes e pensando nisso listei 5 primeiros parágrafos de livros que eu li e que me prenderam de imediato! Ficou curioso? Então confira o infográfico!

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[RESENHA] Fahrenheit 451 (Ray Bradbury)

 

– Você nunca lê nenhum dos livros que queima?
– Não, isso é contra a lei!
– Aha, é claro. Mas é verdade que antigamente os bombeiros apagavam incêndios em lugar de começá-los?

 

Tente imaginar um mundo em que os livros sejam considerados uma ameaça ao sistema e portanto absolutamente proibidos. Para exterminá-los, basta chamar os bombeiros – profissionais que antes se dedicavam à extinção de incêndios, mas que agora são os responsáveis pela manutenção da ordem, queimando livros e impedindo que o conhecimento se dissemine entre a sociedade como uma praga. Esse é o universo distópico criado pelo escritor norte-americano Ray Bradbury (1920-2012) em uma das mais belas e conhecidas obras de ficção científica.

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“O tempo cura tudo”

Será mesmo que o tempo pode curar todas as feridas? Será que você pode levar uma vida normal, depois de passar por diversos traumas? Será que é possível esquecer?

Esse livro é um “tapa na cara” de todo o leitor. Um verdadeiro “chacoalhão” de realidade, que nos faz enxergar a magnitude do problema. Pra mim, foi impossível não me sentir incapaz, indignada e quase não me sufocar no ódio que engoli. Afinal de contas, ouvir sobre pedofilia é uma situação, mas você ver a coisa com os próprios olhos, é totalmente diferente. E foi essa a sensação que tive ao ler “Inocência perdida”.

Felipe é o narrador e protagonista da história. Um menino de 13 anos que cresceu no abrigo São Marcos junto com outros meninos que assim como ele foram abandonados, ou são órfãos.

O garoto apesar de se sentir feliz no meio dos seus amigos, e dos padres que os criam e educam, não consegue deixar de lado a tristeza que às vezes o invade, por não ter uma família tradicional, com pai, mãe e irmãos. Mas o menino procura não fazer disso um problema, e vive no orfanato da melhor forma, porque afinal de contas, eles são sua família.

Distante dali existe Tobias, um garoto que cresceu correndo na fazenda de Fábio Albuquerque, um grande fazendeiro da região de Mato Grosso, e também sofreu a infelicidade do abandono. O garoto foi encontrado ainda bebê num campo, nas terras da família Albuquerque, que desde então, o criaram, e deram a eles um lar.

Por ironia ou surpresas do destino, devido a mudanças que ocorrem na vida da família Albuquerque, Tobias chega ao orfanato onde mora Felipe, que ao se conhecerem têm suas vidas unidas num simples olhar, pois é como se estivessem vendo suas imagens num espelho. Esse encontro levará ambos a grandes descobertas e mudanças, incluindo a família Albuquerque.

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[CONTO] O segredo de Vitória (Gislaine Melo)

Vitória desde que se entendia por gente, sabia que tinha um problema. Segundo o diagnóstico de um dos médicos pelos quais passou, era portadora da doença chamada “dead colors”. Uma anomalia rara, que fazia com que as informações captadas pela sua retina, não fossem interpretadas corretamente pelo cérebro, fazendo com que ela enxergasse o mundo sem cor, e os seus olhos fossem apenas de um branco fantasmagórico, o que lhe dava uma aparência estranha. 

 

A doença não lhe incomodava, afinal de contas nasceu assim. O que realmente lhe incomodava era a cara de pena com que alguns a olhavam. Os cochichos e zombarias que ouvia nos corredores do colégio. Cabra-cega” era o apelido que mais lhe irritava. Pessoas sabem ser maldosas quando querem.

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