[RESENHA] Planeta Brutal (Raphael Miguel)

“O fenômeno que ficou conhecido como Primeiro Dia, obrigou os últimos representantes da raça humana a se adaptarem e repensarem o modo de vida, para que pudessem sobreviver diante de uma nova realidade. Diferente do que muitos acreditavam, não foi o fim dos tempos, mas o início de uma nova e perturbadora era. Uma época vil, feia, visceral e brutal.”

 

O apocalipse é um tema recorrente na literatura e no cinema. A ideia de que nosso mundo caminha para um inevitável fim está presente no nosso imaginário desde tempos muito remotos. Cataclismos cósmicos, mudanças climáticas severas, guerras nucleares e pandemias são alguns dos motivos que poderiam levar o planeta Terra a um colapso e consequentemente a raça humana a extinção. Planeta Brutal, do autor Raphael Miguel, tem como premissa o apocalipse. Mas a trama não está focada no fim do mundo ou em explicar os motivos que levaram a isso. Planeta Brutal fala do que acontece depois e de como o ser humano reagiria ao fim do nosso planeta como o conhecemos.

 

A trama se passa no Brasil e começa narrando um dia comum, com pessoas vivendo suas rotinas normalmente quando ocorre um evento catastrófico e de modo abrupto aniquila o planeta Terra e a maior parte da raça humana. A partir daí os sobreviventes precisarão aprender a viver num novo planeta, hostil e brutal. É possível sentir, através da narrativa de uma das personagens que presenciou o acontecimento, toda a perplexidade e angústia diante do que parecia ser o fim de tudo. É de arrepiar.Continue lendo

O amor se inflama, morre, se quebra, nos destroça, se reanima…. nos reanima. O amor talvez não seja eterno, mas a nós ele torna eternos…

 

Sabe aquelas histórias que te prende de tal forma, que você só consegue parar de ler quando chega ao fim? Pois é, foi isso que aconteceu com a leitura de “Azul é a cor mais quente”.

A HQ escrita e desenhada pela autora Julie Maroh traz de uma forma muito bonita e delicada o amor entre duas garotas, Clementine e Emma. Toda a narrativa é feita através das confidencias escritas por Clem em seu diário, que é lido por Emma.

Clementine conta tudo o que acontece em sua vida, desde a adolescência até a idade adulta. Seus medos, frustrações, dúvidas e desejos, e tudo tão intenso que o leitor se aproxima da personagem, e vive junto com ela cada sentimento.

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Há mais ou menos onze anos tive a pior experiência da minha vida. Foi algo obscuro, assustador, bizarro, maldito… A verdade é que nenhum adjetivo consegue definir…

Peguei na minha estante o livro “Horror na Colina de Darrington” apenas para admirar minha mais nova aquisição. Não costumo ler os livros comprados há pouco, e escolher algum que esteja à espera de ser lido há algum tempo na minha coleção. Não existe nenhuma superstição por trás disso. Apenas fico com sentimento de culpa em dar atenção ao novo queridinho, sendo que existem MUITOS outros há espera. Pura e simples mania de leitor.

Folheei algumas páginas, e todo ritual caiu por terra quando li as primeiras linhas da história. Me sentei no sofá, numa manhã tranquila de sábado, e devorei o livro literalmente.  Não consegui largar. E quando me dei conta, havia terminado a última linha com o gosto de quero mais na boca.

O enredo não fica dando voltas, o leitor se vê dentro de uma história de terror com muita ação, logo nas primeiras páginas.  É muita adrenalina.

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Olá Bibliófilos !

 

Estamos acostumados a ver séries para a TV, adaptações para o cinema e até novelas baseadas em livros, mas e músicas? Pois é, existem muitas músicas cujas letras foram inspiradas em livros e é sobre isso que vamos falar neste post.

Eu conhecia algumas músicas que sabia terem sido inspiradas em livros, mas pesquisando sobre o assunto fiquei surpresa ao descobrir que são muitas as músicas com referências literárias ! Ficou até difícil escolher quais trazer para vocês, então procurei selecionar algumas mais conhecidas e outras nem tanto, entre nacionais e internacionais. Peguem os fones e curtam o som !

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[RESENHA] O Vilarejo (Raphael Montes)

“O vilarejo, se existiu em algum momento, sumiu do mapa.”

 

Olá bibliófilos!

 

Começo esse texto com o pensamento que tive ao terminar a leitura desse livro: Caramba !

O Vilarejo é um livro que provoca uma série de sensações: desconforto, choque, repulsa e uma pontinha de medo, mas acredite, você vai devorar o livro sem nem perceber. Eu, particularmente, não leio muitos livros de terror e tenho um certo limite que não costumo ultrapassar, mas O Vilarejo é tão interessante e tem uma escrita tão envolvente que li numa boa e ainda gostei muito! Portanto se você é como eu e tem um certo receio de se aventurar neste gênero, fique tranquilo e leia sem medo!

” O velho estava certo. O vilarejo está sendo dizimado dia após dia. O luto sentou-se à mesa. Ninguém chora os mortos. Não podem desperdiçar energia lamentando a partida dos que não suportaram o frio e a fome.”

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