“O orgulho é um defeito muito comum. Por tudo que já li, tenho certeza de que é muitíssimo comum mesmo; a natureza humana tem uma inclinação especial para esse defeito.” (p.30)

 

Ao terminar a leitura de Orgulho e Preconceito só me vinha uma pergunta a mente: porque eu nunca tinha lido Jane Austen? Eu tenho a coleção completa publicada pela Martin Claret, mas sempre acabava postergando por um motivo ou outro, até que um belo dia, olhei para Orgulho e Preconceito, ele olhou de volta para mim e pronto, lá estava eu devorando os capítulos! Portanto se você ainda não leu este livro, por favor leia, você, que gosta de ler, não pode deixar de ter essa experiência.

Falar de Orgulho e Preconceito é ao mesmo tempo fácil e difícil. Fácil porque é um livro encantador e delicioso de ler e difícil por ser uma obra de imensa importância, e portanto qualquer resenha parece nunca estar à altura, mas vamos lá, prometo tentar honrar a escrita maravilhosa de Jane Austen.

A famosa história de amor entre Elizabeth Bennet e Mr. Darcy foi publicada em 1813 e tem como pano de fundo a vida e os costumes da sociedade inglesa no final do século XVIII. A heroína idealizada por Jane Austen é, até hoje, uma das protagonistas femininas com mais representatividade da literatura mundial.

Elizabeth é a segunda de cinco filhas do Sr. e Sra Bennet, um casal que não tem grandes posses e leva uma vida ao estilo classe média da época. Lizzie, como é chamada pelos mais próximos, não é nem a irmã mais bonita nem a mais feia, nem a mais culta nem a mais ignorante, nem a mais ingênua nem a mais maliciosa. Pode-se dizer que ela estava na média, mas EliZabeth tem algumas características que a fazem muito especial: inteligência, o senso crítico aguçado, autoconfiança e uma pitada de ironia irresistível. Esses traços da personalidade de Lizzie fazem com que ela seja considerada uma espécie de precursora do feminismo e uma mulher à frente de seu tempo.Continue lendo

Olá bibliófilos,

Hoje, dia 23 de abril, é comemorado o Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais. A data foi criada para promover o prazer pelos livros e pela leitura. Essa data é muito especial, principalmente para nós, leitores apaixonados, por celebrar o poder mágico dos livros, como um elo entre o passado e o futuro e uma ponte entre gerações.

Para comemorar a data, nós resolvemos fazer uma homenagem  diferente. Uma das maneiras mais belas de se declarar um sentimento é através dos poemas e é isso que vamos fazer: declarar nosso amor pelos livros através de poemas e poesias escritos por escritores famosos, cujo tema são eles: os livros!

 

Moça carregando uma pilha de livros

Ler.
Ler sempre.
Ler muito.
Ler “quase tudo”.
Ler com os olhos, os ouvidos, com o tato, pelos poros e demais sentidos.
Ler com razão e sensibilidade.
Ler desejos, o tempo, o som do silêncio e do vento.
Ler imagens, paisagens, viagens.
Ler verdades e mentiras.
Ler o fracasso, o sucesso, o ilegível, o impensável, as entrelinhas.
Ler na escola, em casa, no campo, na estrada, em qualquer lugar.
Ler a vida e a morte.
Saber ser leitor, tendo o direito de saber ler.
Ler simplesmente ler.

(Edith Chacon Theodoro)

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Olá bibliófilos!

Hoje,  09 de abril, é um dia especial, pois é comemorado o Dia da Biblioteca! Quem ama os livros, a leitura e esse universo constituído de letras e informação sabe a importância delas para a sociedade.

Um decreto brasileiro datado de 09 de abril de 1980 instituiu no país a “Semana Nacional do Livro e da Biblioteca”. Por este motivo, o dia é conhecido como o Dia da Biblioteca.

A saga das bibliotecas tem início no momento em que a humanidade começa a dominar a escrita. As primeiras bibliotecas de que se tem notícia eram constituídas de tabletes de argila, depois vieram as bibliotecas compostas por rolos de papiros e pergaminhos.

Mais tarde, com o advento do papel, começam a se a formar as bibliotecas constituídas pelos livros propriamente ditos.

Hoje em dia, temos em nossas bibliotecas não só os livros impressos, mas também informações em suporte digital, como os e-books, os audiolivros, revistas eletrônicas, e materiais audiovisuais.

Mas como expressar tudo que a biblioteca representa? Ela é conhecimento, saber, educação e preservação da memória, mas é também cultura, entretenimento, diversão. A biblioteca permite que cada pessoa tenha acesso ao que há de mais importante em nossa sociedade atual: a informação.

E para comemorar fizemos um post especial, com citações de escritores famosos falando sobre elas: as bibliotecas! Vamos conferir?Continue lendo

[RESENHA] Karma Club (Jessica Brody)

 

“É tudo culpa do Carma. Sim, do Carma! Você sabe, aquela força inconfundível do universo que garante que boas ações sejam recompensadas e más ações sejam punidas.” (pag. 13)

 

Todos nós já ouvimos falar sobre o Carma, não é? Independente das crenças pessoais que carregamos, aquela ideia de que boas atitudes são recompensadas e que más ações são punidas fazem parte das nossas vidas. Mas, e o que aconteceria se alguém resolvesse interferir no funcionamento do Carma, com o objetivo de “dar uma forcinha” para promover o equilíbrio do Universo? Bem, Madison Kasparkova e suas amigas vão descobrir que quando você resolve aprontar com o Carma… o Carma apronta com você!

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“… a evolução da cultura de um homem se evidencia nos livros que leu. Através desta cultura é possível esclarecer a história intelectual de um período, pois a formação de uma biblioteca equivale geralmente à superposição progressiva de camadas de interesse, que refletem a época através da pessoa. ” 

(Palavras proferidas pelo ensaísta e crítico literário Antônio Cândido de Mello e Souza, na inauguração da Biblioteca Central da Unicamp)

 

Crédito da foto: Leia com a gente | Gislaine Melo e Michele Lebre | Fachada BCCL

 

Nós amamos bibliotecas, e quando criamos esse cantinho “Bibliotecas pelo Mundo” nos imaginamos conhecendo bibliotecas de todas as formas, cores e tamanhos por esse mundão afora, e depois aqui compartilharmos com outros apaixonados um pouco do que vimos e conhecemos. Proporcionar troca de experiências.

Ficamos empolgadas ao pensar na extensão das possibilidades que podemos desenvolver nesse espaço, para onde podemos ir e no que podemos aprender, e nesse momento nos demos conta que nada seria melhor do que iniciarmos a nossa jornada pelo nosso local de trabalho, a UNICAMP.

Percebemos que o fato de trabalharmos dentro de uma das 29 bibliotecas que compõe o “Sistema de Bibliotecas da UNICAMP” não significa que as conhecemos de fato, e então, nos vimos tão distantes de uma realidade que nos é tão próxima.

É a partir dessa constatação que iniciamos o “Bibliotecas pela Unicamp” com o propósito pessoal de explorar e conhecer o nosso universo. A intenção é conhecer todas as bibliotecas do sistema, sendo a primeira delas a nossa própria unidade de atuação “Biblioteca Central César Lattes”.

Esperamos que todos aproveitem junto com o “Leia com a gente” o prazer dessa experiência.

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