“A outra parte da livraria fica empilhada em cima e atrás de tudo isso, nas prateleiras com escadas altíssimas, e contém volumes, que, pelo menos segundo o Google, não existem. Pode confiar em mim. Eu procurei. Muitos têm aparência de antiguidades – com couro rachado, títulos folheados a ouro -, mas outros são recém-encadernados com capas novinhas. Então, não têm nada de antigos. Eles são apenas…especiais.”

 

A trama de A livraria 24 horas do Mr. Penumbra, de Robin Sloan, nos conta a história de Clay Jonnes, um web-designer que perde o emprego e após um período sem conseguir outra colocação em sua área, resolve sair pelas ruas de São Francisco a procura de qualquer vaga disponível. Após muita peregrinação ele se depara com um anúncio de “Procura-se Atendente” em uma livraria 24 horas. Clay é contratado e começa a trabalhar no turno da noite, mas ele logo percebe que aquela não é uma livraria comum: pouquíssimo movimento, clientes estranhos, regras que não podem ser quebradas, livros dos quais ele não deve se aproximar, e vários outros mistérios.Continue lendo

A infância nos impõe seus desafios
— Anne with an E

 

Estou simplesmente apaixonada pela série “Anne”. Comecei a assistir como quem não quer nada. Procurando alguma coisa para me distrair aqui e ali, até que pousei os olhos naquela menina de cabelos vermelhos, e rostinho alvo cheio de sardas.

O que aconteceu??? Virei fã.

Anne, como o próprio nome da série, é a personagem principal dessa história. Uma garota órfã de 13 anos, que apesar da pouca idade, viu de perto a maldade que as pessoas podem cometer, vivendo péssimos momentos em lares adotivos pelos quais passou.  E mais uma vez, a menina é enviada a outra residência, com a missão de ajudar um casal de irmãos na ilha de Prince Edward, e ao chegar lá ela tem uma desagradável surpresa. A partir desse momento, não consegui parar, porque precisava saber o que iria acontecer depois.

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[RESENHA] Sorrisos Quebrados – Sofia Silva

“Eu acredito que sou um quadro abandonado por alguém que nunca desejou ser pintor. Alguém que me pegou quando eu era uma tela branca e, em vez de me pintar com a suavidade dos pincéis, me feriu com o lado pontiagudo. Perfurou vezes sem conta até eu ser um buraco grande em vez de uma obra de arte.”

 

A cena que abre o livro Sorrisos Quebrados já é um soco no estômago. Logo de cara o leitor é colocado frente a frente com uma mulher em desespero. Paola descreve o momento que acredita ser o da sua morte. O sentimento de agonia, impotência e finalmente a entrega ao inevitável fim. Paola não morre, mas naquela noite seu corpo e sua alma foram marcados para sempre. Paola está quebrada.

Uma sensação de agridoce me acompanhou por toda a leitura de Sorrisos Quebrados, da portuguesa Sofia Silva, pois  é um livro que causa impacto e ternura ao mesmo tempo. A escrita da autora é cativante e poética, tanto que a cada página lida tinha que marcar uma citação, pois suas frases são incríveis. Frases curtas que querem dizer muito.Continue lendo

[RABISCOS] Mensagem ao meu eu (Gislaine Melo)

Estou na onda de assistir filmes “fofíneos”. A nossa mente já é tão bombardeada com coisas ruins a maior parte do tempo, que quando posso escolher, prefiro assistir coisas que me dão prazer ou traga algo positivo.

Assisti por esses dias o filme que se chama “Para todos os garotos que já amei”, adaptação da série de livros que possui o mesmo nome, escritos por Jenny Han. Não li os livros, por isso não posso dizer nada sobre eles, mas o filme… o filme é um mimo!!!

A produção em si, não tem nada de fantástica. Achei até que as trilhas sonoras nos momentos adequados poderiam ter sido melhores, mas isso não impediu de o filme continuar sendo uma graça.

O plot é simples. Uma adolescente que escreve uma carta para cada garoto que já se apaixonou, e as mantem guardadas numa caixa em que somente ela tem acesso. De alguma forma essas cartas vão parar nas mãos desses rapazes, e aí inicia a história.

Sim, de certa forma o filme é clichê. É possível prever boa parte do que vai acontecer, mas eu pergunto e daí? Ele deixa de ser interessante por conta disso? Claro que não! O intuito é saber como vai acontecer e principalmente me divertir.

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Olá bibliófilos!

Hoje quero falar sobre um assunto um pouco diferente, mas que não deixa de ter relação com o universo de blogs literários, principalmente aqueles que tem também redes sociais como Instagram e Facebook. Precisamos falar sobre direitos autorais de fotos.

Quem tem um blog, principalmente literário, costuma produzir suas próprias fotos para ilustrar posts, postar no Instagram ou Facebook. São fotos super caprichadas onde soltamos a criatividade e o resultado são verdadeiras obras de arte! Quem produz fotos autorais sabe o trabalho que dá produzi-las: demanda tempo, trabalho, criatividade e objetos para compor os cenários. Muitas vezes requer até um certo investimento financeiro na compra de objetos, elementos cenográficos e equipamentos de iluminação.

Agora uma pausa para reflexão: o que você sentiria se uma das suas fotos, produzidas com todo o carinho para o público do seu blog e redes sociais, aparecesse postada nas redes sociais de outro blog como se fosse obra de outra pessoa? Sem que te dessem ao menos os créditos? Pois é, é triste, mas acontece e muito na blogosfera.Continue lendo

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