Trabalhar em uma universidade do tamanho da Unicamp tem lá suas vantagens, como por exemplo passear nos corredores de uma livraria em pleno horário de almoço.

Eu e a Michele temos essa sorte, e costumamos fazer isso com frequência, já que uma das lojas da Editora da Unicamp fica localizada simplesmente no térreo do prédio em que trabalhamos. Bom demais né!!!

Na semana passada, em uma das nossas visitinhas, nos deparamos com livros que chamaram atenção pela familiaridade das capas. Algo naqueles livros lembravam os dias em que eu viamos os títulos da querida Cosac Naify expostas nas livrarias.

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“Todos que por aqui passem protejam esta laje, pois ela guarda um documento que revela a cultura de uma geração e um marco na história de um povo que soube construir o seu próprio futuro”.

(Texto escrito no chão, na entrada do Museu Nacional, no Rio de Janeiro)

 

 

Um incêndio de grandes proporções atingiu o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, zona norte do Rio de Janeiro, na noite de domingo (02/09/18), destruindo sua coleção de mais de 20 milhões de itens que iam desde descobertas arqueológicas, objetos históricos a coleções de botânica. Em algumas horas 200 anos de história, da nossa história, queimou, virou cinzas… Triste do país que não conhece seu passado. Um pouquinho de nós, da nossa identidade como nação, queimou junto com o Museu Nacional.

 

Eu tinha planos de conhecer o Museu Nacional um dia, sim, estava na lista de coisas que eu queria fazer…. Afinal, ele estaria sempre lá, um dia eu iria… Não deu tempo… Agora só nos resta conhecê-lo através de fotos e vídeos, mas sabemos que não é a mesma coisa.

 

 

SAIBA QUAIS ERAM OS ITENS DO ACERVO DO MUSEU NACIONAL

SAIBA MAIS SOBRE O INCÊNDIO

 

“A cultura de um povo é o seu maior patrimônio.Preservá-la é resgatar a história, perpetuar valores,é permitir que as novas gerações não vivam sob as trevas do anonimato.”

(Nildo Lage)

 

Que a história perdoe essa nação que não soube preservá-la …

 

Fonte: Portal Agora

Olá bibliófilos!

A Bienal do Livro de SP 2018 está chegando! Faltam poucos dias para o início do evento tão aguardado pelos leitores e o Leia com a gente não poderia deixar de dar algumas dicas sobre como aproveitar ao máximo a Bienal!

Muitos seguidores tem nos enviado algumas perguntas e pedido dicas através das nossas redes sociais, então reunimos o que vocês mais nos perguntaram e criamos 5 dicas infalíveis para curtir e aproveitar o evento. Vamos conferir?

 

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“Em um mundo onde a maioria das pessoas pode enxergar com perfeição, poucos são aqueles que realmente veem”.

 

Muitas vezes ouvimos alguém dizer que a história de um determinado livro é clichê. Então eu gostaria de propor um questionamento: tudo o que é clichê é ruim? Sério, vamos parar para pensar um pouco e logo chegaremos a conclusão que não, nem tudo o que é clichê é ruim. Aliás, tem muito clichê por aí – livros, filmes, séries – que todo mundo ama!

 

Mas porque estou falando sobre clichê em uma resenha? Porque o livro Como eu imagino você do brasileiro Pedro Guerra tem todos os ingredientes de um bom clichê, daqueles que a gente ama e que deixam aquele “quentinho” no coração. Todo mundo precisa desse tipo de leitura de vez em quando: uma história fofa, leve e divertida para aquecer o coração.

 

“O mundo é cego. Ninguém se importa com as histórias dos outros. Somos todos videntes para aquilo que nos importa e só isso.”

 

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[CONTO] Dia de Festa (Michele Lebre)

“Por você, faria isso mil vezes.” (Khaled Hosseini)

 

Abro os olhos e sinto a claridade entrando no quarto. Ainda é cedo, então me permito permanecer um pouco mais deitada, afinal será um longo dia. Hoje eu completo 100 anos de vida. Nada mau para uma imigrante que chegou a esse país aos 14 anos de idade trazendo apenas esperança na bagagem.

 

A adaptação foi difícil, eu sei. O trabalho na lavoura de café no interior de São Paulo era duro, mas a educação japonesa não me permitia reclamar. Fui criada para obedecer, e assim eu fiz até que aos 17 anos conheci Jorge e a menina submissa que existia em mim foi dando lugar a mulher determinada que me tornei.

 

Com alguma dificuldade pego o porta-retratos na cabeceira da cama e acaricio a fotografia em preto e branco. Olho para o casal sorridente, com aquele brilho nos olhos que só os apaixonados têm. Uma lágrima escorre pelo meu rosto enrugado.Continue lendo

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