Estou na onda de assistir filmes “fofíneos”. A nossa mente já é tão bombardeada com coisas ruins a maior parte do tempo, que quando posso escolher, prefiro assistir coisas que me dão prazer ou traga algo positivo.

Assisti por esses dias o filme que se chama “Para todos os garotos que já amei”, adaptação da série de livros que possui o mesmo nome, escritos por Jenny Han. Não li os livros, por isso não posso dizer nada sobre eles, mas o filme… o filme é um mimo!!!

A produção em si, não tem nada de fantástica. Achei até que as trilhas sonoras nos momentos adequados poderiam ter sido melhores, mas isso não impediu de o filme continuar sendo uma graça.

O plot é simples. Uma adolescente que escreve uma carta para cada garoto que já se apaixonou, e as mantem guardadas numa caixa em que somente ela tem acesso. De alguma forma essas cartas vão parar nas mãos desses rapazes, e aí inicia a história.

Sim, de certa forma o filme é clichê. É possível prever boa parte do que vai acontecer, mas eu pergunto e daí? Ele deixa de ser interessante por conta disso? Claro que não! O intuito é saber como vai acontecer e principalmente me divertir.

Crédito da foto: Netflix / Cena do filme: Para todos os garotos que já amei

 

Não quero comentar sobre o filme, porque será muito melhor assisti-lo. Mas quero falar um pouco do sentimento que ele me inspirou.

De frente para TV, olhando aquela menina toda cheia de receios, minha mente foi tele transportada de volta aos meus 15 anos. Auge da minha adolescência. Período de tantas transformações físicas e mentais, me descobrindo como mulher, como um pontinho num universo gigantesco, cheia de medos, dúvidas e encanações… Aff!!!

Me fez lembrar dos meus “pequenos grandes dramas”. Das bocas que beijei, as que não beijei, das que quis beijar…

E as crises de existência?! “Como sou gorda… como sou feia… meu cabelo está ruim” e chora daqui, chora de lá… Meu Deus como as coisas eram inconstantes, como era difícil viver…

Mas hoje, mais de quinze anos passados, vejo como foi bom!

Como foi bom viver todos os dramas, as frustrações. Ter sentido as dores de ser um adolescente. De como não entender de nada, mas fazer de conta que entende.

 

Para todos os garotos que amei

Crédito da foto: Netflix / Cena do filme: Para todos os garotos que amei.

 

Como nessa época era importante ser aceita, pertencer a algum grupo, e achar que todas as minhas decisões eram eternas e irrevogáveis. Experimentei tantos sentimentos! Alguns bons, outros nem tanto.

Que bom foi viver cada experiência… cada uma.

Se hoje, houvesse a possibilidade de voltar no tempo, e mandar uma mensagem ao meu eu com 15 anos, acho que seria mais ou menos assim…

 

 

“Oi minha querida…

Haverá momentos que deixarão marcas, e isso fará parte de quem você se tornará.

Ser adolescente é difícil porque é um momento de transformação, de autoconhecimento, e talvez por isso, não precisa ser vivido com tanta seriedade, com tanto peso. Seja mais leve.

Não se prenda a bobagens. Aquela pessoa que você está afim não quer ficar com você? Dane-se. Eu sei que parece o fim do mundo, mas não é.

Você é linda, inteligente, acredite nisso, pare de querer ser parte do padrão, seja você. Deixe essa insegurança de lado e divirta-se.

Aproveite a escola, estude. Aprender é ótimo… e ler liberta.

Seja legal com as pessoas, mas não perca tempo em querer agradar quem não agrega em nada.

Escolhas ruins ou erradas podem trazer consequências graves, por isso, pare… pense, escute o seu coração. Não seja “maria vai com as outras”, decida por si.  

Pare de querer adiantar o tempo, de querer ter mais de dezoito anos antes da hora. Viva o seu presente, porque ele é único.

Um dia você vai se dar conta que o tempo passou, e haverá coisas das quais se arrependerá de ter feito ou não. Verá que sua pele não é mais tão lisinha e jovem quanto antes, e que o tempo não para, você precisa seguir. Não viva de passado, mas não esqueça o seu passado, ele nos amadurece.  

Calma… respira! Não sinta medo por sentir medo, é normal, e faz parte da vida. Só não permita que ele te impeça de viver, porque em cada fase da sua existência haverá coisas e pessoas que valerão a pena. Nem tudo será flores, mas ainda assim, valerá muito a pena.

Segura a onda, você consegue!

Assinado: Alguém que acredita em você”