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[RESENHA] Beleza Perdida (Amy Harmon)

“As vezes a beleza, ou a falta dela, se torna um obstáculo para realmente se conhecer uma pessoa.”

Beleza Perdida, da escritora Amy Harmon é o tipo de livro que te atinge como uma flecha, de tal modo que a história permanece com você por um bom tempo. É um dos melhores livros que já li, e acredite, eu já li muitos. A primeira vista a impressão pode ser de uma velha fórmula já batida, tanto na literatura como no cinema: a história de uma menina sem graça, quase feia, que se apaixona pelo bonitão da cidade. Sim, isso acontece no livro, mas as semelhanças param por aí. Essa releitura de a Bela e a Fera é muito mais profunda e encantadora.

Fern Taylor é uma ruivinha pequena e sem graça, nada popular, que vive mergulhada em livros – lendo e escrevendo. Sua principal e constante companhia é o primo e melhor amigo Bailey, que sofre de uma doença degenerativa que o faz ter muitas limitações e necessitar de cuidados constantes, cuidados estes que Fern assume, durante boa parte do tempo. Além de Bailey, Fern também tem uma grande amiga, a bela e popular Rita.

Fern é apaixonada desde criança pelo rapaz mais lindo e popular da cidade. Ambrose Young é lutador e tem um futuro promissor no esporte. O amor de Fern por Ambrose é incondicional e ela não espera – embora deseje – ser correspondida. Ambrose não enxerga Fern e ela contenta-se em ser apenas mais uma espectadora de todo o carisma e admiração que o rapaz desperta.

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[RESENHA] Sonho Febril (George R. R. Martin)

“York levantou a cabeça, e os dois olhares se cruzaram. Até cumprir o resto de seus dias, Abner Marsh relembraria aquele momento, aquela primeira vez em que olhou dentro dos olhos de Joshua York.” (p.8)

 

O mito do vampiro existe em muitas culturas, das mais variadas civilizações. Lendas sobre criaturas imortais, que vagueiam na escuridão da noite à procura de vítimas para aplacar sua sede de sangue estão presentes no imaginário popular e reflete-se também na literatura.

Quem nunca ouviu falar do famoso Conde Drácula, retratado por Bram Stoker, do sedutor Lestat, criado por Anne Rice chegando até aos representantes mais recentes como Edward Cullen, da saga Crepúsculo ou Damon e Stefan, os charmosos irmãos Salvatore da série Diários de um Vampiro?

Pois esqueça tudo o que você já viu, leu ou ouviu falar sobre vampiros. Ao escrever Sonho Febril, o autor George R. R. Martin consegue uma proeza e tanto: desconstruir o mito do vampiro para criar algo diferente de tudo o que você já viu. Prontos para mergulhar nesse universo tão singular criado por Martin? Continue lendo

[RESENHA] Fahrenheit 451 (Ray Bradbury)

 

– Você nunca lê nenhum dos livros que queima?
– Não, isso é contra a lei!
– Aha, é claro. Mas é verdade que antigamente os bombeiros apagavam incêndios em lugar de começá-los?

 

Tente imaginar um mundo em que os livros sejam considerados uma ameaça ao sistema e portanto absolutamente proibidos. Para exterminá-los, basta chamar os bombeiros – profissionais que antes se dedicavam à extinção de incêndios, mas que agora são os responsáveis pela manutenção da ordem, queimando livros e impedindo que o conhecimento se dissemine entre a sociedade como uma praga. Esse é o universo distópico criado pelo escritor norte-americano Ray Bradbury (1920-2012) em uma das mais belas e conhecidas obras de ficção científica.

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“O tempo cura tudo”

Será mesmo que o tempo pode curar todas as feridas? Será que você pode levar uma vida normal, depois de passar por diversos traumas? Será que é possível esquecer?

Esse livro é um “tapa na cara” de todo o leitor. Um verdadeiro “chacoalhão” de realidade, que nos faz enxergar a magnitude do problema. Pra mim, foi impossível não me sentir incapaz, indignada e quase não me sufocar no ódio que engoli. Afinal de contas, ouvir sobre pedofilia é uma situação, mas você ver a coisa com os próprios olhos, é totalmente diferente. E foi essa a sensação que tive ao ler “Inocência perdida”.

Felipe é o narrador e protagonista da história. Um menino de 13 anos que cresceu no abrigo São Marcos junto com outros meninos que assim como ele foram abandonados, ou são órfãos.

O garoto apesar de se sentir feliz no meio dos seus amigos, e dos padres que os criam e educam, não consegue deixar de lado a tristeza que às vezes o invade, por não ter uma família tradicional, com pai, mãe e irmãos. Mas o menino procura não fazer disso um problema, e vive no orfanato da melhor forma, porque afinal de contas, eles são sua família.

Distante dali existe Tobias, um garoto que cresceu correndo na fazenda de Fábio Albuquerque, um grande fazendeiro da região de Mato Grosso, e também sofreu a infelicidade do abandono. O garoto foi encontrado ainda bebê num campo, nas terras da família Albuquerque, que desde então, o criaram, e deram a eles um lar.

Por ironia ou surpresas do destino, devido a mudanças que ocorrem na vida da família Albuquerque, Tobias chega ao orfanato onde mora Felipe, que ao se conhecerem têm suas vidas unidas num simples olhar, pois é como se estivessem vendo suas imagens num espelho. Esse encontro levará ambos a grandes descobertas e mudanças, incluindo a família Albuquerque.

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[RESENHA] Lugar Nenhum (Neil Gaiman)

“- Meu jovem, você precisa entender uma coisa. Existem duas Londres: a Londres de Cima – onde você morava – e a Londres de Baixo – o submundo – habitada pelas pessoas que caíram pelas fissuras do mundo. Agora você é uma delas.”

 

Lugar Nenhum foi meu primeiro contato com o escritor Neil Gaiman e foi amor à primeira lida ! Este é um dos primeiros romance do autor, talvez por isso não seja tão conhecido. Uma curiosidade que descobri pesquisando é que Lugar Nenhum foi lançado inicialmente como uma minissérie para a TV britânica e posteriormente, Gaiman resolveu escrever a história em forma de romance.

Na trama, Richard é um jovem escocês que vai morar em Londres em busca de oportunidades melhores, lá ele consegue um emprego, uma linda noiva e um amigo para todas as horas. Richard é um jovem normal com um futuro promissor, mas em uma determinada noite sua vida vira de cabeça para baixo, literalmente. Ao socorrer uma estranha jovem na rua algo inusitado e surreal acontece, Richard começa a ficar invisível, não no sentido literal, mas as pessoas que ele conhece passam a simplesmente não enxergá-lo, é como se ele tivesse deixado de existir.

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