Olá pessoal !

 

O tema do Descomplicando a Biblioteconomia de hoje é sobre algo que apesar de parecer bem simples acaba gerando muitas dúvidas: as etiquetas dos livros da biblioteca.

 

Quem trabalha em biblioteca já deve ter ouvido muitos usuários dizendo que não entendem os códigos da etiqueta, perguntando para que servem e até se queixando de não entender a lógica utilizada para ordenar os livros nas estantes. Muitos estudantes de biblioteconomia em início de curso e que ainda não tiveram um contato mais intenso com a rotina de trabalho de uma biblioteca podem ter dúvidas também. Pois então que tal acabar de uma vez por todas com esse mistério e ter uma resposta rápida, fácil e na ponta da língua?

 

A primeira coisa a fazer é entender quem é quem na etiqueta, já que cada fileira de códigos representa uma coisa diferente. Em uma etiqueta de biblioteca encontramos basicamente as seguintes informações:

 

♦ Código de classificação: é o código alfanumérico que representa o assunto do livro. Na maioria das bibliotecas é utilizada a Classificação Decimal de Dewey (CDD), que divide o conhecimento humano em dez classes principais e suas subdivisões. A função desse código é agrupar todos os livros de um mesmo assunto e deixá-los fisicamente perto uns dos outros. Por exemplo: todos os livros sobre História do Brasil ficarão em estantes próximas umas das outras e não espalhados pela biblioteca inteira (o que seria o caos !).

 

♦ Número do autor: o segundo código representa o autor da obra. É também um código alfanumérico que representa o sobrenome do autor do livro. As bibliotecas podem utilizar a Tabela de Cutter ou a Tabela PHA para atribuir o número do autor. É composto pela primeira letra do último sobrenome + o número que representa o sobrenome + a primeira letra do título da obra. Esse código serve para diferenciar livros com o mesmo assunto, além de ordená-los dentro de uma classe de assunto nas estantes.

 

♦ Número de tombo: é o número sequencial atribuído a obra quando ele é cadastrado no sistema da biblioteca. Sua função é tornar o exemplar único, diferenciando-o de outros exemplares idênticos, além de contribuir para o controle de itens do acervo.

 

♦ Código da biblioteca: é o código utilizado pela instituição para indicar o acervo de qual biblioteca pertence o livro. É muito utilizado por universidades, escolas e outros órgãos que possuem mais de uma biblioteca vinculada a uma mesma instituição. Normalmente é composto por um código alfabético que representa a biblioteca.

 

Vamos tomar como exemplo o seguinte livro:

 

Título: Harry Potter e as relíquias da morte |autora:  J. K. Rowling | tombo: 1010897837 | Biblioteca: BCCL. Teremos então uma etiqueta assim:

 

Exemplo de etiqueta de biblioteca. Créditos da imagem: Leia com a gente

 

Algumas informações extras podem aparecer na etiqueta de acordo com a necessidade, são elas:

 

◊ Edição: esse código indica a edição da publicação, e só vai aparecer na etiqueta se o livro não estiver em sua primeira edição. É utilizada para diferenciar livros com o mesmo título e autor, mas que não são exemplares idênticos por conta de alguma alteração no texto de edições mais recentes. É representado pelo número da edição seguido da abreviação Ed.

 

◊ Volume: usado para indicar que a obra é volumada e qual é o volume do livro em questão. É representado pela letra V. seguida do número sequencial de volume.

 

Para ilustrar melhor fizemos o infográfico abaixo:

 

Créditos da imagem: Leia com a gente

 

Esperamos que esse post tenha ajudado a esclarecer um pouco o mistério da etiqueta da biblioteca! Fiquem à vontade para disseminar a informação por aí, mas como bom bibliotecário(a): cite a fonte!

Convidamos todos a acompanhar a coluna Descomplicando a Biblioteconomia e nos ajudar a divulgar a Biblioteconomia!

Até a próxima!