[TEXTO] MÃES… (Gislaine Melo)

Mães não são super heroínas, não tem grandes poderes, não são anjos descidos do céu, nem seres misticos capazes de mudar o mundo com pó mágico.

Assim, seria fácil ser mãe, e na real não é.

Mães são mulheres com qualidades e defeitos, com sonhos e vontades.

Que também erram e não tem todas as respostas do mundo.

Sentem medo, raiva, insegurança e tristeza.

Ser mãe é também se cansar, desistir ou postergar alguns planos, ficar em segundo plano e muitas vezes ser incompreendida.

Ser mãe é uma escolha e não um dom.

Tem mães que escolheram ser mães dos filhos daquelas que não quiseram ser mães.

Outras escolheram enfrentar qualquer situação mesmo diante da adversidade.

Ser mãe não é simplesmente colocar uma criança no mundo, é se doar, sem nunca esperar nada em troca.

É se sentir feliz com coisas que parecem pequenas, um sorriso, um abraço, atenção.

É sentir orgulho e realização com as conquistas e alegrias do filho, é ser capaz de dar a sua vida literalmente se for necessário.

É tirar forças da onde não tem, é sentir dor e mesmo assim sorrir, é ter a certeza diante de tudo que mais ganhou do que perdeu.

Porque ser mãe é simplesmente amar além do que é possível imaginar.

FELIZ DIA DAS MÃES!!!

[CONTO] Xeque-mate (Gislaine Melo)

Sentia as habituais borboletas batendo asas em seu estômago, ao mesmo tempo que o frio da adrenalina percorria seu corpo como uma serpente inquieta. Fecha os olhos, aspira e solta o ar lentamente. Um rito que não dispensa antes de iniciar o trabalho. Adora a sensação!

Ela desce da limusine e segue para a entrada do suntuoso Castelo de Avalon, por onde entra sem complicações com um convite falsificado. A festa que reunirá os milionários da região paulista, é de encher os olhos e esbanja luxo nos pequenos detalhes.

Se passando por uma herdeira da linhagem Lambertini, não poupa simpatia e elegância ao interagir com a nata paulistana, que se rende aos encantos da exuberante mulher de pele bronzeada, mexendo com a imaginação masculina em seu provocante longo azul.

Mas ela estava ali por um motivo, e faria qualquer coisa para conseguir. Não brinca em serviço. Foi assim que se tornou uma ladra de sucesso, sem qualquer suspeita.

Roubaria parte da fortuna do atraente bilionário Carlos D’Ávila, mas para isso precisava do código de acesso que estava gravado no globo ocular do dono da maior companhia aérea internacional.  Suas lentes de contato capturariam as informações, mediante a uma curta distância capaz de sincronizar os olhares por cinco segundos.

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[CONTO] Receita de Família (Michele Lebre)

 Se tinha uma coisa da qual Zé se orgulhava era de seus pastéis, com eles ganhava a vida e conseguia manter a família. A rotina como feirante era cansativa, mas Zé e sua esposa Mila nunca foram de fazer corpo mole e madrugavam em uma tradicional feira na metrópole paulista. Seus pastéis eram famosos e vinha gente de todos os cantos só para prová-los. Zé prezava pela qualidade, fritura sequinha e um recheio generoso.

Foi em uma manhã de outono que as coisas começaram a mudar para Zé. Já tinha ouvido rumores de que haveria uma nova banca de pastel na feira, mas não deu muita importância, afinal sua fama já estava consolidada e duvidava que seus clientes trocassem seus pastéis pelos de um desconhecido.

Passadas algumas semanas, Zé notou seu número de clientes diminuir. Foi então que sua esposa chegou com a notícia de que a nova banca de pastel estava lotada. Zé se recusava a acreditar, então decidiu ir ver com seus próprios olhos. Esgueirou-se até a banca de pastel concorrente e ficou chocado com o que viu. Ela não só estava lotada como reconheceu vários de seus clientes entre os que aguardavam na fila. Continue lendo

[CONTO] O segredo de Vitória (Gislaine Melo)

Vitória desde que se entendia por gente, sabia que tinha um problema. Segundo o diagnóstico de um dos médicos pelos quais passou, era portadora da doença chamada “dead colors”. Uma anomalia rara, que fazia com que as informações captadas pela sua retina, não fossem interpretadas corretamente pelo cérebro, fazendo com que ela enxergasse o mundo sem cor, e os seus olhos fossem apenas de um branco fantasmagórico, o que lhe dava uma aparência estranha. 

 

A doença não lhe incomodava, afinal de contas nasceu assim. O que realmente lhe incomodava era a cara de pena com que alguns a olhavam. Os cochichos e zombarias que ouvia nos corredores do colégio. Cabra-cega” era o apelido que mais lhe irritava. Pessoas sabem ser maldosas quando querem.

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Olá Bibliófilos,

Se tem uma coisa que todo leitor gosta de fazer é anotar citações literárias. Pode ser de um livro que se está lendo, de um texto que viu na internet ou até mesmo uma frase daquele autor que você gosta citada na televisão (sério, eu já fiz isso!). Eu tenho o hábito de fazer um “banco de citações”, anoto num caderninho ou marco no livro (com post-it, que fique bem claro!) e depois passo tudo para um arquivo que mantenho na nuvem, assim posso acessá-lo de qualquer lugar ou dispositivo. Como se não bastasse ainda organizo em pastas separadas por autor, livro ou tema. Vício da profissão, afinal meu lado bibliotecária fala mais alto!

E para inaugurar nossa categoria “Citações” aqui no blog, separei 5 frases incríveis de um escritor mais incrível ainda: Rubem Alves! Escritor, educador, filósofo e psicanalista que faleceu em 2014, mas deixou um legado de mais de 140 obras.  Vamos conferir? Aha e fique a vontade para copiar, postar ou apenas guardar, o importante é disseminar esses fragmentos de sabedoria!

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