Esse garoto me mete medo… ele tem o mal entranhado nas veias e um olhar demoníaco… (pg. 63)

Logo de cara o que me atraiu nesse livro foi o título. Para admiradora dos gêneros terror e horror, a obra não passou despercebida aos meus olhos. 

Ao iniciar a leitura me perguntei o que poderia haver de tão bizarro em um circo? A resposta, muita coisa!

Dentro desse universo colorido e risadas de alegria, se tornou o palco de um show de horrores. Em que gritos e sangue permearam todo o ambiente.  

A história esta divida em duas partes. A primeira vai ajudar a aguçar a sua curiosidade. Mas para evitar spoiler, parto direto para a segunda.

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[RESENHA] A garota italiana (Lucinda Riley)

“Eu era feliz, e meus sonhos não iam além do pôr do sol seguinte.” (pag.12)

Olá bibliófilos!

Sim, eu confesso: sou apaixonada pela narrativa da autora irlandesa Lucinda Riley, e com A Garota Italiana não foi diferente. Adoro suas tramas que cortam o tempo e mostram a saga de gerações de uma mesma família. Os enredos que falam de amor e de ódio, esses sentimentos que muitas vezes caminham lado a lado. Outro aspecto que eu gosto muito dos  livros da autora são os cenários e culturas diferentes. Alguns livros da autora já me fizeram mergulhar nas paisagens lindas da Irlanda, na cinzenta e charmosa Inglaterra e até a exótica Índia. Agora chegou a vez da bela e alegre Itália ser palco de mais uma história de Lucinda Riley.

A garota italiana foi escrito originalmente em 1996, quando a autora era ainda muito jovem e utilizava um pseudônimo (Lucinda Edmonds) para assinar suas obras. Em 2015 seu editor sugeriu que ela resgatasse seus primeiros livros para uma reedição. Foi então que a história de Rosanna Menici e Roberto Rossini saiu das páginas amareladas de um manuscrito, passou por uma revisão da autora e foi relançado, e o resultado foi muito, muito bom. Quem conhece outros livros de Lucinda Riley vai notar logo de cara uma diferença no estilo da escrita. Ao contrário da maioria de suas histórias – narradas de forma não linear – esta segue uma ordem cronológica mais estruturada.

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[RESENHA] Beleza Perdida (Amy Harmon)

“As vezes a beleza, ou a falta dela, se torna um obstáculo para realmente se conhecer uma pessoa.”

Beleza Perdida, da escritora Amy Harmon é o tipo de livro que te atinge como uma flecha, de tal modo que a história permanece com você por um bom tempo. É um dos melhores livros que já li, e acredite, eu já li muitos. A primeira vista a impressão pode ser de uma velha fórmula já batida, tanto na literatura como no cinema: a história de uma menina sem graça, quase feia, que se apaixona pelo bonitão da cidade. Sim, isso acontece no livro, mas as semelhanças param por aí. Essa releitura de a Bela e a Fera é muito mais profunda e encantadora.

Fern Taylor é uma ruivinha pequena e sem graça, nada popular, que vive mergulhada em livros – lendo e escrevendo. Sua principal e constante companhia é o primo e melhor amigo Bailey, que sofre de uma doença degenerativa que o faz ter muitas limitações e necessitar de cuidados constantes, cuidados estes que Fern assume, durante boa parte do tempo. Além de Bailey, Fern também tem uma grande amiga, a bela e popular Rita.

Fern é apaixonada desde criança pelo rapaz mais lindo e popular da cidade. Ambrose Young é lutador e tem um futuro promissor no esporte. O amor de Fern por Ambrose é incondicional e ela não espera – embora deseje – ser correspondida. Ambrose não enxerga Fern e ela contenta-se em ser apenas mais uma espectadora de todo o carisma e admiração que o rapaz desperta.

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[RESENHA] Sonho Febril (George R. R. Martin)

“York levantou a cabeça, e os dois olhares se cruzaram. Até cumprir o resto de seus dias, Abner Marsh relembraria aquele momento, aquela primeira vez em que olhou dentro dos olhos de Joshua York.” (p.8)

 

O mito do vampiro existe em muitas culturas, das mais variadas civilizações. Lendas sobre criaturas imortais, que vagueiam na escuridão da noite à procura de vítimas para aplacar sua sede de sangue estão presentes no imaginário popular e reflete-se também na literatura.

Quem nunca ouviu falar do famoso Conde Drácula, retratado por Bram Stoker, do sedutor Lestat, criado por Anne Rice chegando até aos representantes mais recentes como Edward Cullen, da saga Crepúsculo ou Damon e Stefan, os charmosos irmãos Salvatore da série Diários de um Vampiro?

Pois esqueça tudo o que você já viu, leu ou ouviu falar sobre vampiros. Ao escrever Sonho Febril, o autor George R. R. Martin consegue uma proeza e tanto: desconstruir o mito do vampiro para criar algo diferente de tudo o que você já viu. Prontos para mergulhar nesse universo tão singular criado por Martin? Continue lendo

[RESENHA] Fahrenheit 451 (Ray Bradbury)

 

– Você nunca lê nenhum dos livros que queima?
– Não, isso é contra a lei!
– Aha, é claro. Mas é verdade que antigamente os bombeiros apagavam incêndios em lugar de começá-los?

 

Tente imaginar um mundo em que os livros sejam considerados uma ameaça ao sistema e portanto absolutamente proibidos. Para exterminá-los, basta chamar os bombeiros – profissionais que antes se dedicavam à extinção de incêndios, mas que agora são os responsáveis pela manutenção da ordem, queimando livros e impedindo que o conhecimento se dissemine entre a sociedade como uma praga. Esse é o universo distópico criado pelo escritor norte-americano Ray Bradbury (1920-2012) em uma das mais belas e conhecidas obras de ficção científica.

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