[RESENHA] O Livro do Destino (Raphael Miguel)

“Nós é que traçamos o próprio destino.”

 

Olá Bibliófilos!

 

Hoje quero falar de um livro que me chamou atenção desde que me deparei com uma foto dele em um post nas redes sociais. Falo de O Livro do Destino, o romance de estreia de Raphael Miguel, um novo autor que promete traçar um belo caminho no cenário da literatura nacional.

A trama nos conta a história do jovem Eric Dias, um rapaz de 17 anos que passa por um momento triste, pois seu avô – Regis Dias – acabou de morrer. Eric e Regis tinham uma relação especial, de companheirismo e amizade, por isso Eric sente muito a sua falta.

Regis era um homem simples e de poucas posses, mas após sua morte é aberto um testamento, no qual ele deixa um misterioso presente para o neto preferido: um livro com uma aparência muito antiga mas que contêm apenas páginas em branco.

“Existem mistérios que não podem ser revelados. Mistérios longe da limitada compreensão humana.”

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Olá Terrófilos!!!

 

É impossível falar do livro, sem trazer o que o gerou. Ou seja, o filme “A Noite dos Mortos Vivos”, que nada mais é do que um clássico do gênero terror. Considerado um grande sucesso depois da sua estreia no cinema americano, em 1968. A produção desse primeiro filme, realizado com baixo orçamento, faturou milhões dentro e fora do EUA, se tornando referência dos clássicos terror cult. Foi considerado um divisor de águas do gênero, e causou um certo alvoroço na época, tendo sua exibição quase impossibilitada de acontecer, por conter cenas consideradas explícitas de violência e morte. Segundo o autor da obra, John Russo, a inspiração do roteiro surgiu de clássicos pelos quais era fã, como Drácula, Frankenstein e Lobisomem, mas principalmente por estar cansado de ver filmes que considerava ruins, e que o deixavam frustrado, porque os monstros nunca apareciam por completo, e as cenas que deveriam ser as mais horripilantes, eram cortadas.  

O livro está divido em duas partes, “A noite dos mortos vivos” e “A volta dos mortos vivos”. A primeira inicia com dois irmãos, Johnny e Bárbara, que no filme são interpretados por Russel W. Streiner, sendo ele um dos produtores, e pela atriz Judith O’Dea, que partem de carro a caminho da região rural da Pensilvânia, com o intuito de chegarem ao cemitério local e visitarem a sepultura do pai, falecido já há alguns anos. Por se perderem durante o caminho, eles chegam ao destino já no começo da noite, e é dentro deste cenário clássico de terror, que o leitor tem o contato inicial com um morto vivo. A cena é bem previsível logo nas primeiras páginas, e funciona mais como um ponto para o desenrolar do enredo.   

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[RESENHA] A diaba e sua filha (Marie Ndiaye)

“Uma diaba ia de casa em casa e perguntava: – Onde está minha filha? Não a encontro. Vocês viram minha filha?” (pag.5)

Olá Bibliófilos!

Hoje vou falar de um livro que me deixou um tanto intrigada. O que me chamou a atenção, num primeiro momento foi a capa, que é linda demais, em seguida o título que a princípio me pareceu indicar uma história de terror. Mas ao ler a sinopse qual não foi minha surpresa ao constatar que se tratava de um livro infantil!

A diaba e sua filha é um livro bem curtinho, na verdade um conto, escrito pela autora francesa Marie Ndiayne e publicado pela editora CosacNaify, o que explica todo o capricho da edição. o livro tem muitas ilustrações que permeiam a história e se misturam a narrativa. A edição traz ainda uma belo prefácio da escritora Mia Couto.Continue lendo

[RESENHA] A vingança da amante (Tamar Cohen)

Vou tomar o que é seu. Do mesmo jeito que você me tomou o que era meu. E não vou olhar para trás.

Olá Bibliófilos!!!

A história começa do nada, é como se você tivesse caído de paraquedas numa mata fechada e escura, e já no chão, tenta se nortear com o intuito de descobrir onde está, para onde vai, o que aconteceu. É assim que a autora faz com que o leitor se sinta logo nas primeiras páginas do livro, meio perdido. Mas isso, não é porque o texto não tenha coerência, ao contrário, tudo é proposital, e com o caminhar da leitura você terá o entendimento do enredo.  

Quem nos conta a história é Sally, a personagem central. Uma mulher em torno dos seus quarenta e poucos anos, jornalista freelance, casada com Daniel, com quem teve um casal de filhos. Levava uma vida comum com sua família, até se envolver com Clive, dono de uma gravadora, também com dois filhos, e casado com Susan, com quem possui uma vida social e econômica mais elevada, e juntos são considerados exemplos de casal perfeito, perante os olhos da família e amigos, sendo até mesmo invejados por estes.  

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[RESENHA] Demonologista (Andrew Pyper)

O poder demoníaco procede não do mal. Mas do conhecimento das coisas.

 

Olá Terrófilos…

Até onde você iria, para tentar salvar alguém que ama? Iria ao inferno se fosse necessário?

Pela sua filha, David chegou muito perto…

 

Ouvi muitas críticas em relação a esse livro. Muitas boas, outras nem tanto. Tive a impressão de que o título “O Demonologista” levou a mente de muitos leitores imaginar que a história se tratava de uma série de exorcismos, ou algo que remetesse a brigas com demônios, meio que parecido com John Constantine, mas é totalmente diferente.

Comecei a leitura sem grandes expectativas, para evitar frustrações, mas o que aconteceu a partir de cada linha lida, foi que me tornei prisioneira da história. Prisioneira, não de uma forma ruim, mas daquele jeito que você se envolve tanto com o enredo, que não consegue desgrudar do livro a fim de saber o final da história.

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