[RESENHA] Lugar Nenhum (Neil Gaiman)

“- Meu jovem, você precisa entender uma coisa. Existem duas Londres: a Londres de Cima – onde você morava – e a Londres de Baixo – o submundo – habitada pelas pessoas que caíram pelas fissuras do mundo. Agora você é uma delas.”

 

Lugar Nenhum foi meu primeiro contato com o escritor Neil Gaiman e foi amor à primeira lida ! Este é um dos primeiros romance do autor, talvez por isso não seja tão conhecido. Uma curiosidade que descobri pesquisando é que Lugar Nenhum foi lançado inicialmente como uma minissérie para a TV britânica e posteriormente, Gaiman resolveu escrever a história em forma de romance.

Na trama, Richard é um jovem escocês que vai morar em Londres em busca de oportunidades melhores, lá ele consegue um emprego, uma linda noiva e um amigo para todas as horas. Richard é um jovem normal com um futuro promissor, mas em uma determinada noite sua vida vira de cabeça para baixo, literalmente. Ao socorrer uma estranha jovem na rua algo inusitado e surreal acontece, Richard começa a ficar invisível, não no sentido literal, mas as pessoas que ele conhece passam a simplesmente não enxergá-lo, é como se ele tivesse deixado de existir.

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[RESENHA] Marina (Carlos Ruiz Zafón)

 

“Marina me disse um dia que a gente só se lembra do que nunca aconteceu. Ainda ia passar uma eternidade antes que eu pudesse compreender essas palavras.”

 

Marina, publicado originalmente em 1999, foi minha primeira leitura do escritor espanhol Carlos Ruiz Zafón e desde então me tornei fã do autor. Já li alguns de seus livros, mas Marina é, sem dúvida, o meu preferido.  Resenhar suas obras não é uma tarefa fácil, pois é muito difícil transcrever em palavras as sensações que sua escrita causa no leitor.

A trama gira em torno do jovem Oscar, que vive em um colégio interno em Barcelona e passa todo o seu tempo livre explorando as ruas da cidade, apreciando as estruturas dos antigos casarões. Em um desses passeios, ele é atraído por um gato para dentro de um casarão antigo e lá acaba conhecendo a doce e misteriosa Marina, que vive com seu pai, o amargurado Germán.

Uma forte amizade surge entre os dois, que passam a se encontrar com frequência em passeios pelos bairros antigos da cidade e é num desses passeios que o caminho dos dois cruza com o de uma mulher vestida de preto, uma figura sinistra e misteriosa que visita o antigo cemitério todos os dias. Oscar e Marina passam então a seguir a mulher e acabam esbarrando em um segredo tão antigo quando assustador. Paralelo a esse suspense existe ainda a relação entre Oscar e Marina, com diálogos fortes e encantadores.

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[RESENHA] O Livro do Destino (Raphael Miguel)

“Nós é que traçamos o próprio destino.”

 

Olá Bibliófilos!

 

Hoje quero falar de um livro que me chamou atenção desde que me deparei com uma foto dele em um post nas redes sociais. Falo de O Livro do Destino, o romance de estreia de Raphael Miguel, um novo autor que promete traçar um belo caminho no cenário da literatura nacional.

A trama nos conta a história do jovem Eric Dias, um rapaz de 17 anos que passa por um momento triste, pois seu avô – Regis Dias – acabou de morrer. Eric e Regis tinham uma relação especial, de companheirismo e amizade, por isso Eric sente muito a sua falta.

Regis era um homem simples e de poucas posses, mas após sua morte é aberto um testamento, no qual ele deixa um misterioso presente para o neto preferido: um livro com uma aparência muito antiga mas que contêm apenas páginas em branco.

“Existem mistérios que não podem ser revelados. Mistérios longe da limitada compreensão humana.”

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Olá Terrófilos!!!

 

É impossível falar do livro, sem trazer o que o gerou. Ou seja, o filme “A Noite dos Mortos Vivos”, que nada mais é do que um clássico do gênero terror. Considerado um grande sucesso depois da sua estreia no cinema americano, em 1968. A produção desse primeiro filme, realizado com baixo orçamento, faturou milhões dentro e fora do EUA, se tornando referência dos clássicos terror cult. Foi considerado um divisor de águas do gênero, e causou um certo alvoroço na época, tendo sua exibição quase impossibilitada de acontecer, por conter cenas consideradas explícitas de violência e morte. Segundo o autor da obra, John Russo, a inspiração do roteiro surgiu de clássicos pelos quais era fã, como Drácula, Frankenstein e Lobisomem, mas principalmente por estar cansado de ver filmes que considerava ruins, e que o deixavam frustrado, porque os monstros nunca apareciam por completo, e as cenas que deveriam ser as mais horripilantes, eram cortadas.  

O livro está divido em duas partes, “A noite dos mortos vivos” e “A volta dos mortos vivos”. A primeira inicia com dois irmãos, Johnny e Bárbara, que no filme são interpretados por Russel W. Streiner, sendo ele um dos produtores, e pela atriz Judith O’Dea, que partem de carro a caminho da região rural da Pensilvânia, com o intuito de chegarem ao cemitério local e visitarem a sepultura do pai, falecido já há alguns anos. Por se perderem durante o caminho, eles chegam ao destino já no começo da noite, e é dentro deste cenário clássico de terror, que o leitor tem o contato inicial com um morto vivo. A cena é bem previsível logo nas primeiras páginas, e funciona mais como um ponto para o desenrolar do enredo.   

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[RESENHA] A diaba e sua filha (Marie Ndiaye)

“Uma diaba ia de casa em casa e perguntava: – Onde está minha filha? Não a encontro. Vocês viram minha filha?” (pag.5)

Olá Bibliófilos!

Hoje vou falar de um livro que me deixou um tanto intrigada. O que me chamou a atenção, num primeiro momento foi a capa, que é linda demais, em seguida o título que a princípio me pareceu indicar uma história de terror. Mas ao ler a sinopse qual não foi minha surpresa ao constatar que se tratava de um livro infantil!

A diaba e sua filha é um livro bem curtinho, na verdade um conto, escrito pela autora francesa Marie Ndiayne e publicado pela editora CosacNaify, o que explica todo o capricho da edição. o livro tem muitas ilustrações que permeiam a história e se misturam a narrativa. A edição traz ainda uma belo prefácio do escritor Mia Couto.Continue lendo

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