[DICAS] Coleção Funesto (Editora Estronho)

“Não haveria perdão. Não haveria clemência. Só sangue e fogo. (Pecado original, pg. 77)

Quando coloquei os olhos na “Coleção Funesto” da Editora Estronho, não havia a mínima possibilidade de não ler e ter esses livros na minha estante. Espaço que aliás, tem um coração grande e sempre cabe mais um… dois… três… Enfim, a questão é que não passei vontade, e praticamente os devorei quando chegaram.

A coleção recebeu o nome que a define perfeitamente. São contos sombrios que mexem com a imaginação e perturbam a mente do leitor.

Todos os textos foram escritos, e muito bem escritos, somente por mulheres. Assim como eu, fãs do lado sombrio na literatura, o que me deixou muito orgulhosa.

Fora esse ponto, a qualidade dos livros é excelente. Orelhas maiores que o padrão, papel pólen, citações…  detalhes que fazem diferença e deixa claro a consideração que a Estronho teve com o seu leitor.

Conheci a editora por acaso, “passeando” pela internet, e desde a primeira compra ganhou o meu respeito.

Se você faz parte desse público aficionado por terror e horror, vale a pena conhecer!!! 

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“E foi assim que começou a famosa Lista Negra: como uma piada. Uma forma de descarregar a frustração. No entanto, ela acabou se transformando em algo que eu nem imaginava” (pag. 85)

 

Bullying, palavra tão presente nos dias de hoje. Ouvimos sobre o assunto na TV, lemos sobre isso nos jornais, ouvimos casos e relatos reais o tempo todo. A palavra está sempre associada a sofrimento e não raro a tragédias.

 

O bullying é um assunto indigesto, mas que precisa ser falado, discutido, tratado. E é isso que a autora Jennifer Brown faz nas páginas de seu livro A Lista Negra. Fala do bullying e de como sua prática pode destruir pessoas e vidas, inserindo um tema tão dramático e com carga psicológica tão forte em uma narrativa juvenil.Continue lendo

Esse garoto me mete medo… ele tem o mal entranhado nas veias e um olhar demoníaco… (pg. 63)

Logo de cara o que me atraiu nesse livro foi o título. Para admiradora dos gêneros terror e horror, a obra não passou despercebida aos meus olhos. 

Ao iniciar a leitura me perguntei o que poderia haver de tão bizarro em um circo? A resposta, muita coisa!

Dentro desse universo colorido e risadas de alegria, se tornou o palco de um show de horrores. Em que gritos e sangue permearam todo o ambiente.  

A história esta divida em duas partes. A primeira vai ajudar a aguçar a sua curiosidade. Mas para evitar spoiler, parto direto para a segunda.

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[RESENHA] A garota italiana (Lucinda Riley)

“Eu era feliz, e meus sonhos não iam além do pôr do sol seguinte.” (pag.12)

Olá bibliófilos!

Sim, eu confesso: sou apaixonada pela narrativa da autora irlandesa Lucinda Riley, e com A Garota Italiana não foi diferente. Adoro suas tramas que cortam o tempo e mostram a saga de gerações de uma mesma família. Os enredos que falam de amor e de ódio, esses sentimentos que muitas vezes caminham lado a lado. Outro aspecto que eu gosto muito dos  livros da autora são os cenários e culturas diferentes. Alguns livros da autora já me fizeram mergulhar nas paisagens lindas da Irlanda, na cinzenta e charmosa Inglaterra e até a exótica Índia. Agora chegou a vez da bela e alegre Itália ser palco de mais uma história de Lucinda Riley.

A garota italiana foi escrito originalmente em 1996, quando a autora era ainda muito jovem e utilizava um pseudônimo (Lucinda Edmonds) para assinar suas obras. Em 2015 seu editor sugeriu que ela resgatasse seus primeiros livros para uma reedição. Foi então que a história de Rosanna Menici e Roberto Rossini saiu das páginas amareladas de um manuscrito, passou por uma revisão da autora e foi relançado, e o resultado foi muito, muito bom. Quem conhece outros livros de Lucinda Riley vai notar logo de cara uma diferença no estilo da escrita. Ao contrário da maioria de suas histórias – narradas de forma não linear – esta segue uma ordem cronológica mais estruturada.

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[RESENHA] Beleza Perdida (Amy Harmon)

“As vezes a beleza, ou a falta dela, se torna um obstáculo para realmente se conhecer uma pessoa.”

Beleza Perdida, da escritora Amy Harmon é o tipo de livro que te atinge como uma flecha, de tal modo que a história permanece com você por um bom tempo. É um dos melhores livros que já li, e acredite, eu já li muitos. A primeira vista a impressão pode ser de uma velha fórmula já batida, tanto na literatura como no cinema: a história de uma menina sem graça, quase feia, que se apaixona pelo bonitão da cidade. Sim, isso acontece no livro, mas as semelhanças param por aí. Essa releitura de a Bela e a Fera é muito mais profunda e encantadora.

Fern Taylor é uma ruivinha pequena e sem graça, nada popular, que vive mergulhada em livros – lendo e escrevendo. Sua principal e constante companhia é o primo e melhor amigo Bailey, que sofre de uma doença degenerativa que o faz ter muitas limitações e necessitar de cuidados constantes, cuidados estes que Fern assume, durante boa parte do tempo. Além de Bailey, Fern também tem uma grande amiga, a bela e popular Rita.

Fern é apaixonada desde criança pelo rapaz mais lindo e popular da cidade. Ambrose Young é lutador e tem um futuro promissor no esporte. O amor de Fern por Ambrose é incondicional e ela não espera – embora deseje – ser correspondida. Ambrose não enxerga Fern e ela contenta-se em ser apenas mais uma espectadora de todo o carisma e admiração que o rapaz desperta.

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