“Em um mundo onde a maioria das pessoas pode enxergar com perfeição, poucos são aqueles que realmente veem”.

 

Muitas vezes ouvimos alguém dizer que a história de um determinado livro é clichê. Então eu gostaria de propor um questionamento: tudo o que é clichê é ruim? Sério, vamos parar para pensar um pouco e logo chegaremos a conclusão que não, nem tudo o que é clichê é ruim. Aliás, tem muito clichê por aí – livros, filmes, séries – que todo mundo ama!

 

Mas porque estou falando sobre clichê em uma resenha? Porque o livro Como eu imagino você do brasileiro Pedro Guerra tem todos os ingredientes de um bom clichê, daqueles que a gente ama e que deixam aquele “quentinho” no coração. Todo mundo precisa desse tipo de leitura de vez em quando: uma história fofa, leve e divertida para aquecer o coração.

 

“O mundo é cego. Ninguém se importa com as histórias dos outros. Somos todos videntes para aquilo que nos importa e só isso.”

 

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“Missão é isto: a consciência que cada homem tem de seu mais autentico ser, daquilo que esta sendo chamado a realizar” (pg. 7)

Ultimamente tenho voltado as origens como profissional e mergulhado em leituras dentro da Biblioteconomia. Tem sido uma ótima maneira de reciclar meu conhecimento, e por que não os utilizar em outras áreas?

Comecei pela “Missão do Bibliotecário” de José Ortega y Gasset, e acredito ter sido um ótimo início para elucidar o nosso papel como profissionais da informação.

O livro trata-se da transcrição do discurso proferido em francês por Gasset na inauguração do 2º Congresso Mundial de Bibliotecas e Bibliografia em Madrid, no dia 20 de maio de 1935. Mas, somente em 2006 a obra foi publicada em português, trabalho realizado por Antônio Agenor Briquet de Lemos, que viu a importância da disseminação das informações contidas naquelas palavras.

Gasset inicia o seu discurso diferenciando a missão pessoal da profissional, e a importância de não as confundir. Cada uma é uma, e tem o seu propósito na vida do indivíduo.

 

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[RESENHA] Treze (FML Pepper)

“O azar pode ser a sua ruína; a sorte também.”

 

Olá bibliófilos,

Hoje quero falar de um livro que não estava na minha lista de desejados e sobre o qual eu não tinha sequer ouvido falar, mas que caiu nas minhas mãos quase sem querer e me surpreendeu positivamente! Treze, de FML Pepper foi uma grande surpresa literária!

Ele me foi apresentado na Bienal do Livro do Rio de 2017, quando conheci a autora em um dos estandes do evento. Achei a Pepper tão simpática e empolgada e o livro tinha uma capa tão linda, que não tive dúvidas e comprei na hora! Que sorte a minha! Levei um livro incrível para a casa e ainda com uma dedicatória especial! A trama é muito boa e eu não consegui parar de ler! Com certeza virei fã da autora!

E por falar em sorte, este é o mote da trama de Treze. Será que nossos destinos estão realmente em nossas mãos ou a sorte e o azar realmente existem, e podem mudar nossas vidas num piscar de olhos? A história de Rebeca e Karl vai nos mostrar que azar e sorte podem inverter seus papéis dependendo da perspectiva sob a qual se olha.Continue lendo

“O orgulho é um defeito muito comum. Por tudo que já li, tenho certeza de que é muitíssimo comum mesmo; a natureza humana tem uma inclinação especial para esse defeito.” (p.30)

 

Ao terminar a leitura de Orgulho e Preconceito só me vinha uma pergunta a mente: porque eu nunca tinha lido Jane Austen? Eu tenho a coleção completa publicada pela Martin Claret, mas sempre acabava postergando por um motivo ou outro, até que um belo dia, olhei para Orgulho e Preconceito, ele olhou de volta para mim e pronto, lá estava eu devorando os capítulos! Portanto se você ainda não leu este livro, por favor leia, você, que gosta de ler, não pode deixar de ter essa experiência.

Falar de Orgulho e Preconceito é ao mesmo tempo fácil e difícil. Fácil porque é um livro encantador e delicioso de ler e difícil por ser uma obra de imensa importância, e portanto qualquer resenha parece nunca estar à altura, mas vamos lá, prometo tentar honrar a escrita maravilhosa de Jane Austen.

A famosa história de amor entre Elizabeth Bennet e Mr. Darcy foi publicada em 1813 e tem como pano de fundo a vida e os costumes da sociedade inglesa no final do século XVIII. A heroína idealizada por Jane Austen é, até hoje, uma das protagonistas femininas com mais representatividade da literatura mundial.

Elizabeth é a segunda de cinco filhas do Sr. e Sra Bennet, um casal que não tem grandes posses e leva uma vida ao estilo classe média da época. Lizzie, como é chamada pelos mais próximos, não é nem a irmã mais bonita nem a mais feia, nem a mais culta nem a mais ignorante, nem a mais ingênua nem a mais maliciosa. Pode-se dizer que ela estava na média, mas EliZabeth tem algumas características que a fazem muito especial: inteligência, o senso crítico aguçado, autoconfiança e uma pitada de ironia irresistível. Esses traços da personalidade de Lizzie fazem com que ela seja considerada uma espécie de precursora do feminismo e uma mulher à frente de seu tempo.Continue lendo

[RESENHA] Karma Club (Jessica Brody)

 

“É tudo culpa do Carma. Sim, do Carma! Você sabe, aquela força inconfundível do universo que garante que boas ações sejam recompensadas e más ações sejam punidas.” (pag. 13)

 

Todos nós já ouvimos falar sobre o Carma, não é? Independente das crenças pessoais que carregamos, aquela ideia de que boas atitudes são recompensadas e que más ações são punidas fazem parte das nossas vidas. Mas, e o que aconteceria se alguém resolvesse interferir no funcionamento do Carma, com o objetivo de “dar uma forcinha” para promover o equilíbrio do Universo? Bem, Madison Kasparkova e suas amigas vão descobrir que quando você resolve aprontar com o Carma… o Carma apronta com você!

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