[RESENHA] Pedra no Céu – Isaac Asimov

“Qualquer planeta é a Terra para aqueles que nele vivem”

Imagine que de um instante para outro você se veja num lugar muito, muito estranho e diferente de tudo o que você conhece. Você não sabe onde está e nem como foi parar lá. O sentimento de desorientação vai dando lugar ao de pânico. É para esse contexto que somos levados ao iniciar a leitura de Pedra no Céu, de Isaac Asimov.

Nosso protagonista, Joseph Schwartz, um alfaiate aposentado,  leva uma vida tranquila nos Estados Unidos da década de 50 quando, de um instante para o outro, é transportado acidentalmente para milhares de anos no futuro, como consequência de um acidente de laboratório envolvendo pesquisas nucleares. Schwartz se vê então em um lugar totalmente diferente do mundo que conhece, numa atmosfera hostil e cercado de pessoas que falam um idioma completamente desconhecido para ele.

O universo agora é composto por milhões de planetas habitados que integram o chamado Império Galáctico, que possui um governo central com sede no planeta Trantor. Schwartz ainda não sabe, mas o local estranho onde foi parar é a própria Terra, agora transformada em um planeta radioativo e quase inabitável. A Terra agora é um planeta periférico e marginalizado, os terráqueos são considerados uma raça inferior e sofrem um enorme preconceito racial por parte do restante do Império. Nosso planeta agora  não passa de uma “pedra no céu”.

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“Em um mundo onde a maioria das pessoas pode enxergar com perfeição, poucos são aqueles que realmente veem”.

 

Muitas vezes ouvimos alguém dizer que a história de um determinado livro é clichê. Então eu gostaria de propor um questionamento: tudo o que é clichê é ruim? Sério, vamos parar para pensar um pouco e logo chegaremos a conclusão que não, nem tudo o que é clichê é ruim. Aliás, tem muito clichê por aí – livros, filmes, séries – que todo mundo ama!

 

Mas porque estou falando sobre clichê em uma resenha? Porque o livro Como eu imagino você do brasileiro Pedro Guerra tem todos os ingredientes de um bom clichê, daqueles que a gente ama e que deixam aquele “quentinho” no coração. Todo mundo precisa desse tipo de leitura de vez em quando: uma história fofa, leve e divertida para aquecer o coração.

 

“O mundo é cego. Ninguém se importa com as histórias dos outros. Somos todos videntes para aquilo que nos importa e só isso.”

 

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“Missão é isto: a consciência que cada homem tem de seu mais autentico ser, daquilo que esta sendo chamado a realizar” (pg. 7)

Ultimamente tenho voltado as origens como profissional e mergulhado em leituras dentro da Biblioteconomia. Tem sido uma ótima maneira de reciclar meu conhecimento, e por que não os utilizar em outras áreas?

Comecei pela “Missão do Bibliotecário” de José Ortega y Gasset, e acredito ter sido um ótimo início para elucidar o nosso papel como profissionais da informação.

O livro trata-se da transcrição do discurso proferido em francês por Gasset na inauguração do 2º Congresso Mundial de Bibliotecas e Bibliografia em Madrid, no dia 20 de maio de 1935. Mas, somente em 2006 a obra foi publicada em português, trabalho realizado por Antônio Agenor Briquet de Lemos, que viu a importância da disseminação das informações contidas naquelas palavras.

Gasset inicia o seu discurso diferenciando a missão pessoal da profissional, e a importância de não as confundir. Cada uma é uma, e tem o seu propósito na vida do indivíduo.

 

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[RESENHA] Treze (FML Pepper)

“O azar pode ser a sua ruína; a sorte também.”

 

Olá bibliófilos,

Hoje quero falar de um livro que não estava na minha lista de desejados e sobre o qual eu não tinha sequer ouvido falar, mas que caiu nas minhas mãos quase sem querer e me surpreendeu positivamente! Treze, de FML Pepper foi uma grande surpresa literária!

Ele me foi apresentado na Bienal do Livro do Rio de 2017, quando conheci a autora em um dos estandes do evento. Achei a Pepper tão simpática e empolgada e o livro tinha uma capa tão linda, que não tive dúvidas e comprei na hora! Que sorte a minha! Levei um livro incrível para a casa e ainda com uma dedicatória especial! A trama é muito boa e eu não consegui parar de ler! Com certeza virei fã da autora!

E por falar em sorte, este é o mote da trama de Treze. Será que nossos destinos estão realmente em nossas mãos ou a sorte e o azar realmente existem, e podem mudar nossas vidas num piscar de olhos? A história de Rebeca e Karl vai nos mostrar que azar e sorte podem inverter seus papéis dependendo da perspectiva sob a qual se olha.Continue lendo

“O orgulho é um defeito muito comum. Por tudo que já li, tenho certeza de que é muitíssimo comum mesmo; a natureza humana tem uma inclinação especial para esse defeito.” (p.30)

 

Ao terminar a leitura de Orgulho e Preconceito só me vinha uma pergunta a mente: porque eu nunca tinha lido Jane Austen? Eu tenho a coleção completa publicada pela Martin Claret, mas sempre acabava postergando por um motivo ou outro, até que um belo dia, olhei para Orgulho e Preconceito, ele olhou de volta para mim e pronto, lá estava eu devorando os capítulos! Portanto se você ainda não leu este livro, por favor leia, você, que gosta de ler, não pode deixar de ter essa experiência.

Falar de Orgulho e Preconceito é ao mesmo tempo fácil e difícil. Fácil porque é um livro encantador e delicioso de ler e difícil por ser uma obra de imensa importância, e portanto qualquer resenha parece nunca estar à altura, mas vamos lá, prometo tentar honrar a escrita maravilhosa de Jane Austen.

A famosa história de amor entre Elizabeth Bennet e Mr. Darcy foi publicada em 1813 e tem como pano de fundo a vida e os costumes da sociedade inglesa no final do século XVIII. A heroína idealizada por Jane Austen é, até hoje, uma das protagonistas femininas com mais representatividade da literatura mundial.

Elizabeth é a segunda de cinco filhas do Sr. e Sra Bennet, um casal que não tem grandes posses e leva uma vida ao estilo classe média da época. Lizzie, como é chamada pelos mais próximos, não é nem a irmã mais bonita nem a mais feia, nem a mais culta nem a mais ignorante, nem a mais ingênua nem a mais maliciosa. Pode-se dizer que ela estava na média, mas EliZabeth tem algumas características que a fazem muito especial: inteligência, o senso crítico aguçado, autoconfiança e uma pitada de ironia irresistível. Esses traços da personalidade de Lizzie fazem com que ela seja considerada uma espécie de precursora do feminismo e uma mulher à frente de seu tempo.Continue lendo

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