[RESENHA] Sonho Febril (George R. R. Martin)

“York levantou a cabeça, e os dois olhares se cruzaram. Até cumprir o resto de seus dias, Abner Marsh relembraria aquele momento, aquela primeira vez em que olhou dentro dos olhos de Joshua York.” (p.8)

 

O mito do vampiro existe em muitas culturas, das mais variadas civilizações. Lendas sobre criaturas imortais, que vagueiam na escuridão da noite à procura de vítimas para aplacar sua sede de sangue estão presentes no imaginário popular e reflete-se também na literatura.

Quem nunca ouviu falar do famoso Conde Drácula, retratado por Bram Stoker, do sedutor Lestat, criado por Anne Rice chegando até aos representantes mais recentes como Edward Cullen, da saga Crepúsculo ou Damon e Stefan, os charmosos irmãos Salvatore da série Diários de um Vampiro?

Pois esqueça tudo o que você já viu, leu ou ouviu falar sobre vampiros. Ao escrever Sonho Febril, o autor George R. R. Martin consegue uma proeza e tanto: desconstruir o mito do vampiro para criar algo diferente de tudo o que você já viu. Prontos para mergulhar nesse universo tão singular criado por Martin? Continue lendo

[CONTO] Receita de Família (Michele Lebre)

 Se tinha uma coisa da qual Zé se orgulhava era de seus pastéis, com eles ganhava a vida e conseguia manter a família. A rotina como feirante era cansativa, mas Zé e sua esposa Mila nunca foram de fazer corpo mole e madrugavam em uma tradicional feira na metrópole paulista. Seus pastéis eram famosos e vinha gente de todos os cantos só para prová-los. Zé prezava pela qualidade, fritura sequinha e um recheio generoso.

Foi em uma manhã de outono que as coisas começaram a mudar para Zé. Já tinha ouvido rumores de que haveria uma nova banca de pastel na feira, mas não deu muita importância, afinal sua fama já estava consolidada e duvidava que seus clientes trocassem seus pastéis pelos de um desconhecido.

Passadas algumas semanas, Zé notou seu número de clientes diminuir. Foi então que sua esposa chegou com a notícia de que a nova banca de pastel estava lotada. Zé se recusava a acreditar, então decidiu ir ver com seus próprios olhos. Esgueirou-se até a banca de pastel concorrente e ficou chocado com o que viu. Ela não só estava lotada como reconheceu vários de seus clientes entre os que aguardavam na fila. Continue lendo

 

Olá Bibliófilos!

 

Há quem diga que o primeiro parágrafo de um livro é até mais importante que o seu final. É ele quem vai atrair a atenção do leitor e aguçar sua curiosidade para que continue a leitura. Eu diria que um bom primeiro parágrafo faz o leitor devorar a primeira página, e depois a segunda e por aí vai. Pronto: o leitor foi fisgado! Alguns autores são muito bons em construir primeiros parágrafos impactantes e pensando nisso listei 5 primeiros parágrafos de livros que eu li e que me prenderam de imediato! Ficou curioso? Então confira o infográfico!

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[RESENHA] Fahrenheit 451 (Ray Bradbury)

 

– Você nunca lê nenhum dos livros que queima?
– Não, isso é contra a lei!
– Aha, é claro. Mas é verdade que antigamente os bombeiros apagavam incêndios em lugar de começá-los?

 

Tente imaginar um mundo em que os livros sejam considerados uma ameaça ao sistema e portanto absolutamente proibidos. Para exterminá-los, basta chamar os bombeiros – profissionais que antes se dedicavam à extinção de incêndios, mas que agora são os responsáveis pela manutenção da ordem, queimando livros e impedindo que o conhecimento se dissemine entre a sociedade como uma praga. Esse é o universo distópico criado pelo escritor norte-americano Ray Bradbury (1920-2012) em uma das mais belas e conhecidas obras de ficção científica.

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