[RESENHA] Karma Club (Jessica Brody)

 

“É tudo culpa do Carma. Sim, do Carma! Você sabe, aquela força inconfundível do universo que garante que boas ações sejam recompensadas e más ações sejam punidas.” (pag. 13)

 

Todos nós já ouvimos falar sobre o Carma, não é? Independente das crenças pessoais que carregamos, aquela ideia de que boas atitudes são recompensadas e que más ações são punidas fazem parte das nossas vidas. Mas, e o que aconteceria se alguém resolvesse interferir no funcionamento do Carma, com o objetivo de “dar uma forcinha” para promover o equilíbrio do Universo? Bem, Madison Kasparkova e suas amigas vão descobrir que quando você resolve aprontar com o Carma… o Carma apronta com você!

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[RESENHA] Planeta Brutal (Raphael Miguel)

“O fenômeno que ficou conhecido como Primeiro Dia, obrigou os últimos representantes da raça humana a se adaptarem e repensarem o modo de vida, para que pudessem sobreviver diante de uma nova realidade. Diferente do que muitos acreditavam, não foi o fim dos tempos, mas o início de uma nova e perturbadora era. Uma época vil, feia, visceral e brutal.”

 

O apocalipse é um tema recorrente na literatura e no cinema. A ideia de que nosso mundo caminha para um inevitável fim está presente no nosso imaginário desde tempos muito remotos. Cataclismos cósmicos, mudanças climáticas severas, guerras nucleares e pandemias são alguns dos motivos que poderiam levar o planeta Terra a um colapso e consequentemente a raça humana a extinção. Planeta Brutal, do autor Raphael Miguel, tem como premissa o apocalipse. Mas a trama não está focada no fim do mundo ou em explicar os motivos que levaram a isso. Planeta Brutal fala do que acontece depois e de como o ser humano reagiria ao fim do nosso planeta como o conhecemos.

 

A trama se passa no Brasil e começa narrando um dia comum, com pessoas vivendo suas rotinas normalmente quando ocorre um evento catastrófico e de modo abrupto aniquila o planeta Terra e a maior parte da raça humana. A partir daí os sobreviventes precisarão aprender a viver num novo planeta, hostil e brutal. É possível sentir, através da narrativa de uma das personagens que presenciou o acontecimento, toda a perplexidade e angústia diante do que parecia ser o fim de tudo. É de arrepiar.Continue lendo

Olá Bibliófilos !

 

Estamos acostumados a ver séries para a TV, adaptações para o cinema e até novelas baseadas em livros, mas e músicas? Pois é, existem muitas músicas cujas letras foram inspiradas em livros e é sobre isso que vamos falar neste post.

Eu conhecia algumas músicas que sabia terem sido inspiradas em livros, mas pesquisando sobre o assunto fiquei surpresa ao descobrir que são muitas as músicas com referências literárias ! Ficou até difícil escolher quais trazer para vocês, então procurei selecionar algumas mais conhecidas e outras nem tanto, entre nacionais e internacionais. Peguem os fones e curtam o som !

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[RESENHA] O Vilarejo (Raphael Montes)

“O vilarejo, se existiu em algum momento, sumiu do mapa.”

 

Olá bibliófilos!

 

Começo esse texto com o pensamento que tive ao terminar a leitura desse livro: Caramba !

O Vilarejo é um livro que provoca uma série de sensações: desconforto, choque, repulsa e uma pontinha de medo, mas acredite, você vai devorar o livro sem nem perceber. Eu, particularmente, não leio muitos livros de terror e tenho um certo limite que não costumo ultrapassar, mas O Vilarejo é tão interessante e tem uma escrita tão envolvente que li numa boa e ainda gostei muito! Portanto se você é como eu e tem um certo receio de se aventurar neste gênero, fique tranquilo e leia sem medo!

” O velho estava certo. O vilarejo está sendo dizimado dia após dia. O luto sentou-se à mesa. Ninguém chora os mortos. Não podem desperdiçar energia lamentando a partida dos que não suportaram o frio e a fome.”

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“Em minha ingenuidade, cheguei a pensar que a distância, no espaço e no tempo, apagaria a marca do passado, mas nada pode mudar nossos passos perdidos.”

 

O Palácio da Meia-Noite é o segundo livro do autor espanhol Carlos Ruiz Zafón e faz parte da Trilogia da Névoa, composto ainda por O Príncipe da Névoa e As Luzes de Setembro. Apesar dos três volumes serem agrupados em uma trilogia, os livros são totalmente independentes, com personagens e cenários distintos, portanto podem ser lidos em qualquer ordem. O único elemento que as tramas tem em comum é a temática sobrenatural que Zafón sabe imprimir tão bem em suas obras.

 

Nesta trama o autor troca a velha Barcelona – cenário da maioria de seus livros – por Calcutá, na Índia, o que traz um tempero a mais para a narração, pois os cenários e paisagens exóticas da cidade indiana são muito interessantes e o autor é muito bom em inserir o local onde suas tramas se passam no contexto da história, quase como um personagem da trama.

 

“Os lugares que abrigam a tristeza e a miséria são o lar predileto das histórias de fantasmas e aparições. Calcutá guarda em seu rosto obscuro centenas dessas histórias, que, embora ninguém tenha coragem de confessar que acredita, sobrevivem na memória de gerações.”

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