[RESENHA] Sorrisos Quebrados – Sofia Silva

“Eu acredito que sou um quadro abandonado por alguém que nunca desejou ser pintor. Alguém que me pegou quando eu era uma tela branca e, em vez de me pintar com a suavidade dos pincéis, me feriu com o lado pontiagudo. Perfurou vezes sem conta até eu ser um buraco grande em vez de uma obra de arte.”

 

A cena que abre o livro Sorrisos Quebrados já é um soco no estômago. Logo de cara o leitor é colocado frente a frente com uma mulher em desespero. Paola descreve o momento que acredita ser o da sua morte. O sentimento de agonia, impotência e finalmente a entrega ao inevitável fim. Paola não morre, mas naquela noite seu corpo e sua alma foram marcados para sempre. Paola está quebrada.

Uma sensação de agridoce me acompanhou por toda a leitura de Sorrisos Quebrados, da portuguesa Sofia Silva, pois  é um livro que causa impacto e ternura ao mesmo tempo. A escrita da autora é cativante e poética, tanto que a cada página lida tinha que marcar uma citação, pois suas frases são incríveis. Frases curtas que querem dizer muito.Continue lendo

Olá bibliófilos!

Hoje quero falar sobre um assunto um pouco diferente, mas que não deixa de ter relação com o universo de blogs literários, principalmente aqueles que tem também redes sociais como Instagram e Facebook. Precisamos falar sobre direitos autorais de fotos.

Quem tem um blog, principalmente literário, costuma produzir suas próprias fotos para ilustrar posts, postar no Instagram ou Facebook. São fotos super caprichadas onde soltamos a criatividade e o resultado são verdadeiras obras de arte! Quem produz fotos autorais sabe o trabalho que dá produzi-las: demanda tempo, trabalho, criatividade e objetos para compor os cenários. Muitas vezes requer até um certo investimento financeiro na compra de objetos, elementos cenográficos e equipamentos de iluminação.

Agora uma pausa para reflexão: o que você sentiria se uma das suas fotos, produzidas com todo o carinho para o público do seu blog e redes sociais, aparecesse postada nas redes sociais de outro blog como se fosse obra de outra pessoa? Sem que te dessem ao menos os créditos? Pois é, é triste, mas acontece e muito na blogosfera.Continue lendo

[RESENHA] Pedra no Céu – Isaac Asimov

“Qualquer planeta é a Terra para aqueles que nele vivem”

Imagine que de um instante para outro você se veja num lugar muito, muito estranho e diferente de tudo o que você conhece. Você não sabe onde está e nem como foi parar lá. O sentimento de desorientação vai dando lugar ao de pânico. É para esse contexto que somos levados ao iniciar a leitura de Pedra no Céu, de Isaac Asimov.

Nosso protagonista, Joseph Schwartz, um alfaiate aposentado,  leva uma vida tranquila nos Estados Unidos da década de 50 quando, de um instante para o outro, é transportado acidentalmente para milhares de anos no futuro, como consequência de um acidente de laboratório envolvendo pesquisas nucleares. Schwartz se vê então em um lugar totalmente diferente do mundo que conhece, numa atmosfera hostil e cercado de pessoas que falam um idioma completamente desconhecido para ele.

O universo agora é composto por milhões de planetas habitados que integram o chamado Império Galáctico, que possui um governo central com sede no planeta Trantor. Schwartz ainda não sabe, mas o local estranho onde foi parar é a própria Terra, agora transformada em um planeta radioativo e quase inabitável. A Terra agora é um planeta periférico e marginalizado, os terráqueos são considerados uma raça inferior e sofrem um enorme preconceito racial por parte do restante do Império. Nosso planeta agora  não passa de uma “pedra no céu”.

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“Todos que por aqui passem protejam esta laje, pois ela guarda um documento que revela a cultura de uma geração e um marco na história de um povo que soube construir o seu próprio futuro”.

(Texto escrito no chão, na entrada do Museu Nacional, no Rio de Janeiro)

 

 

Um incêndio de grandes proporções atingiu o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, zona norte do Rio de Janeiro, na noite de domingo (02/09/18), destruindo sua coleção de mais de 20 milhões de itens que iam desde descobertas arqueológicas, objetos históricos a coleções de botânica. Em algumas horas 200 anos de história, da nossa história, queimou, virou cinzas… Triste do país que não conhece seu passado. Um pouquinho de nós, da nossa identidade como nação, queimou junto com o Museu Nacional.

 

Eu tinha planos de conhecer o Museu Nacional um dia, sim, estava na lista de coisas que eu queria fazer…. Afinal, ele estaria sempre lá, um dia eu iria… Não deu tempo… Agora só nos resta conhecê-lo através de fotos e vídeos, mas sabemos que não é a mesma coisa.

 

 

SAIBA QUAIS ERAM OS ITENS DO ACERVO DO MUSEU NACIONAL

SAIBA MAIS SOBRE O INCÊNDIO

 

“A cultura de um povo é o seu maior patrimônio.Preservá-la é resgatar a história, perpetuar valores,é permitir que as novas gerações não vivam sob as trevas do anonimato.”

(Nildo Lage)

 

Que a história perdoe essa nação que não soube preservá-la …

 

Fonte: Portal Agora

“Em um mundo onde a maioria das pessoas pode enxergar com perfeição, poucos são aqueles que realmente veem”.

 

Muitas vezes ouvimos alguém dizer que a história de um determinado livro é clichê. Então eu gostaria de propor um questionamento: tudo o que é clichê é ruim? Sério, vamos parar para pensar um pouco e logo chegaremos a conclusão que não, nem tudo o que é clichê é ruim. Aliás, tem muito clichê por aí – livros, filmes, séries – que todo mundo ama!

 

Mas porque estou falando sobre clichê em uma resenha? Porque o livro Como eu imagino você do brasileiro Pedro Guerra tem todos os ingredientes de um bom clichê, daqueles que a gente ama e que deixam aquele “quentinho” no coração. Todo mundo precisa desse tipo de leitura de vez em quando: uma história fofa, leve e divertida para aquecer o coração.

 

“O mundo é cego. Ninguém se importa com as histórias dos outros. Somos todos videntes para aquilo que nos importa e só isso.”

 

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