[RESENHA] Pedra no Céu – Isaac Asimov

“Qualquer planeta é a Terra para aqueles que nele vivem”

Imagine que de um instante para outro você se veja num lugar muito, muito estranho e diferente de tudo o que você conhece. Você não sabe onde está e nem como foi parar lá. O sentimento de desorientação vai dando lugar ao de pânico. É para esse contexto que somos levados ao iniciar a leitura de Pedra no Céu, de Isaac Asimov.

Nosso protagonista, Joseph Schwartz, um alfaiate aposentado,  leva uma vida tranquila nos Estados Unidos da década de 50 quando, de um instante para o outro, é transportado acidentalmente para milhares de anos no futuro, como consequência de um acidente de laboratório envolvendo pesquisas nucleares. Schwartz se vê então em um lugar totalmente diferente do mundo que conhece, numa atmosfera hostil e cercado de pessoas que falam um idioma completamente desconhecido para ele.

O universo agora é composto por milhões de planetas habitados que integram o chamado Império Galáctico, que possui um governo central com sede no planeta Trantor. Schwartz ainda não sabe, mas o local estranho onde foi parar é a própria Terra, agora transformada em um planeta radioativo e quase inabitável. A Terra agora é um planeta periférico e marginalizado, os terráqueos são considerados uma raça inferior e sofrem um enorme preconceito racial por parte do restante do Império. Nosso planeta agora  não passa de uma “pedra no céu”.

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“Todos que por aqui passem protejam esta laje, pois ela guarda um documento que revela a cultura de uma geração e um marco na história de um povo que soube construir o seu próprio futuro”.

(Texto escrito no chão, na entrada do Museu Nacional, no Rio de Janeiro)

 

 

Um incêndio de grandes proporções atingiu o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, zona norte do Rio de Janeiro, na noite de domingo (02/09/18), destruindo sua coleção de mais de 20 milhões de itens que iam desde descobertas arqueológicas, objetos históricos a coleções de botânica. Em algumas horas 200 anos de história, da nossa história, queimou, virou cinzas… Triste do país que não conhece seu passado. Um pouquinho de nós, da nossa identidade como nação, queimou junto com o Museu Nacional.

 

Eu tinha planos de conhecer o Museu Nacional um dia, sim, estava na lista de coisas que eu queria fazer…. Afinal, ele estaria sempre lá, um dia eu iria… Não deu tempo… Agora só nos resta conhecê-lo através de fotos e vídeos, mas sabemos que não é a mesma coisa.

 

 

SAIBA QUAIS ERAM OS ITENS DO ACERVO DO MUSEU NACIONAL

SAIBA MAIS SOBRE O INCÊNDIO

 

“A cultura de um povo é o seu maior patrimônio.Preservá-la é resgatar a história, perpetuar valores,é permitir que as novas gerações não vivam sob as trevas do anonimato.”

(Nildo Lage)

 

Que a história perdoe essa nação que não soube preservá-la …

 

Fonte: Portal Agora

“Em um mundo onde a maioria das pessoas pode enxergar com perfeição, poucos são aqueles que realmente veem”.

 

Muitas vezes ouvimos alguém dizer que a história de um determinado livro é clichê. Então eu gostaria de propor um questionamento: tudo o que é clichê é ruim? Sério, vamos parar para pensar um pouco e logo chegaremos a conclusão que não, nem tudo o que é clichê é ruim. Aliás, tem muito clichê por aí – livros, filmes, séries – que todo mundo ama!

 

Mas porque estou falando sobre clichê em uma resenha? Porque o livro Como eu imagino você do brasileiro Pedro Guerra tem todos os ingredientes de um bom clichê, daqueles que a gente ama e que deixam aquele “quentinho” no coração. Todo mundo precisa desse tipo de leitura de vez em quando: uma história fofa, leve e divertida para aquecer o coração.

 

“O mundo é cego. Ninguém se importa com as histórias dos outros. Somos todos videntes para aquilo que nos importa e só isso.”

 

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[CONTO] Dia de Festa (Michele Lebre)

“Por você, faria isso mil vezes.” (Khaled Hosseini)

 

Abro os olhos e sinto a claridade entrando no quarto. Ainda é cedo, então me permito permanecer um pouco mais deitada, afinal será um longo dia. Hoje eu completo 100 anos de vida. Nada mau para uma imigrante que chegou a esse país aos 14 anos de idade trazendo apenas esperança na bagagem.

 

A adaptação foi difícil, eu sei. O trabalho na lavoura de café no interior de São Paulo era duro, mas a educação japonesa não me permitia reclamar. Fui criada para obedecer, e assim eu fiz até que aos 17 anos conheci Jorge e a menina submissa que existia em mim foi dando lugar a mulher determinada que me tornei.

 

Com alguma dificuldade pego o porta-retratos na cabeceira da cama e acaricio a fotografia em preto e branco. Olho para o casal sorridente, com aquele brilho nos olhos que só os apaixonados têm. Uma lágrima escorre pelo meu rosto enrugado.Continue lendo

“Nós somos feitos da matéria de que são feitos os sonhos”  (William Shakespeare)

 

Todos nós sonhamos, não é mesmo? A maioria dos nossos sonhos são esquecidos logo após despertarmos do sono, mas alguns parecem mais vívidos e ficam gravados em nossa mente por algum tempo. Muitas pessoas já relataram terem tido ideias ou inspirações durante um sonho, mas o que pouca gente sabe é que muitos livros famosos foram inspirados em sonhos ou até mesmo em pesadelos que seus autores tiveram.  Vamos descobrir que livros foram esses?

 

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