[RESENHA] Sorrisos Quebrados – Sofia Silva

“Eu acredito que sou um quadro abandonado por alguém que nunca desejou ser pintor. Alguém que me pegou quando eu era uma tela branca e, em vez de me pintar com a suavidade dos pincéis, me feriu com o lado pontiagudo. Perfurou vezes sem conta até eu ser um buraco grande em vez de uma obra de arte.”

 

A cena que abre o livro Sorrisos Quebrados já é um soco no estômago. Logo de cara o leitor é colocado frente a frente com uma mulher em desespero. Paola descreve o momento que acredita ser o da sua morte. O sentimento de agonia, impotência e finalmente a entrega ao inevitável fim. Paola não morre, mas naquela noite seu corpo e sua alma foram marcados para sempre. Paola está quebrada.

Uma sensação de agridoce me acompanhou por toda a leitura de Sorrisos Quebrados, da portuguesa Sofia Silva, pois  é um livro que causa impacto e ternura ao mesmo tempo. A escrita da autora é cativante e poética, tanto que a cada página lida tinha que marcar uma citação, pois suas frases são incríveis. Frases curtas que querem dizer muito.Continue lendo

[RABISCOS] Mensagem ao meu eu (Gislaine Melo)

Estou na onda de assistir filmes “fofíneos”. A nossa mente já é tão bombardeada com coisas ruins a maior parte do tempo, que quando posso escolher, prefiro assistir coisas que me dão prazer ou traga algo positivo.

Assisti por esses dias o filme que se chama “Para todos os garotos que já amei”, adaptação da série de livros que possui o mesmo nome, escritos por Jenny Han. Não li os livros, por isso não posso dizer nada sobre eles, mas o filme… o filme é um mimo!!!

A produção em si, não tem nada de fantástica. Achei até que as trilhas sonoras nos momentos adequados poderiam ter sido melhores, mas isso não impediu de o filme continuar sendo uma graça.

O plot é simples. Uma adolescente que escreve uma carta para cada garoto que já se apaixonou, e as mantem guardadas numa caixa em que somente ela tem acesso. De alguma forma essas cartas vão parar nas mãos desses rapazes, e aí inicia a história.

Sim, de certa forma o filme é clichê. É possível prever boa parte do que vai acontecer, mas eu pergunto e daí? Ele deixa de ser interessante por conta disso? Claro que não! O intuito é saber como vai acontecer e principalmente me divertir.

Continue lendo

Olá bibliófilos!

Hoje quero falar sobre um assunto um pouco diferente, mas que não deixa de ter relação com o universo de blogs literários, principalmente aqueles que tem também redes sociais como Instagram e Facebook. Precisamos falar sobre direitos autorais de fotos.

Quem tem um blog, principalmente literário, costuma produzir suas próprias fotos para ilustrar posts, postar no Instagram ou Facebook. São fotos super caprichadas onde soltamos a criatividade e o resultado são verdadeiras obras de arte! Quem produz fotos autorais sabe o trabalho que dá produzi-las: demanda tempo, trabalho, criatividade e objetos para compor os cenários. Muitas vezes requer até um certo investimento financeiro na compra de objetos, elementos cenográficos e equipamentos de iluminação.

Agora uma pausa para reflexão: o que você sentiria se uma das suas fotos, produzidas com todo o carinho para o público do seu blog e redes sociais, aparecesse postada nas redes sociais de outro blog como se fosse obra de outra pessoa? Sem que te dessem ao menos os créditos? Pois é, é triste, mas acontece e muito na blogosfera.Continue lendo

Perdão, senhor! Pela afronta… pela dúvida… preciso saber. Ser o quê? Grandes coisas não me esperam deus. Ou a morte ou a vergonha eterna. Tua palavra restringiu minhas ações, teus fiéis romperam minha inocência, tua existência arrancou meu livre-arbítrio, teu sacrifício, cordeiro, redimiu meus pecados (pg. 43)

 

Se o seu intuito é ler este livro porque deseja ver cenas de pornografia, sinto muito. Você tem duas opções, mude o seu foco ou abandone a leitura.
Sim, as memórias desse pastor contam sim com cenas de sexo, mas o foco central é outro, a história vai muito além disso.

Ao ler “Ovelha: memórias de um pastor gay” não me senti chocada com o que li, mas sim pensativa. E acredito que pela forma que o autor Gustavo Magnani escreveu, a sua intenção era justamente essa, nos fazer pensar através de uma história bem realista.

Continue lendo

[RESENHA] Pedra no Céu – Isaac Asimov

“Qualquer planeta é a Terra para aqueles que nele vivem”

Imagine que de um instante para outro você se veja num lugar muito, muito estranho e diferente de tudo o que você conhece. Você não sabe onde está e nem como foi parar lá. O sentimento de desorientação vai dando lugar ao de pânico. É para esse contexto que somos levados ao iniciar a leitura de Pedra no Céu, de Isaac Asimov.

Nosso protagonista, Joseph Schwartz, um alfaiate aposentado,  leva uma vida tranquila nos Estados Unidos da década de 50 quando, de um instante para o outro, é transportado acidentalmente para milhares de anos no futuro, como consequência de um acidente de laboratório envolvendo pesquisas nucleares. Schwartz se vê então em um lugar totalmente diferente do mundo que conhece, numa atmosfera hostil e cercado de pessoas que falam um idioma completamente desconhecido para ele.

O universo agora é composto por milhões de planetas habitados que integram o chamado Império Galáctico, que possui um governo central com sede no planeta Trantor. Schwartz ainda não sabe, mas o local estranho onde foi parar é a própria Terra, agora transformada em um planeta radioativo e quase inabitável. A Terra agora é um planeta periférico e marginalizado, os terráqueos são considerados uma raça inferior e sofrem um enorme preconceito racial por parte do restante do Império. Nosso planeta agora  não passa de uma “pedra no céu”.

Continue lendo

Leia com a gente © 2018 - Todos os direitos reservados | Desenvolvimento por Juliana Fonseca Webdesign & Ilustrações por: Gustavo Vicentini